Relatos falam de pessoas com expressões faciais hostis e um universo sombrio / Imagem ilustrativa/IA
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Imagine a seguinte cena: você entra no mesmo ônibus que pega todos os dias para voltar para casa. O trajeto é automático, o cansaço é o de sempre. Mas, de repente, algo na paisagem muda. As ruas parecem mais sujas, o céu ganha um tom acinzentado opressivo e os passageiros ao seu lado, antes comuns, agora exibem olhos profundos e totalmente negros.
Segundo milhares de relatos que circulam na internet brasileira, você não está mais em São Paulo, Rio ou qualquer outra capital. Você acabou de entrar, por acidente, em Setealém. O fenômeno, que começou com um relato isolado nos anos 90, tornou-se uma das lendas urbanas mais complexas e aterrorizantes do país, sugerindo que uma realidade alternativa, suja e hostil, coexiste silenciosamente com a nossa.
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O que torna Setealém um tópico viral e perturbador não é a presença de monstros ou fantasmas, mas a distorção do cotidiano. Os relatos, compilados inicialmente pelo escritor Luciano Milici e depois expandidos por uma comunidade online massiva, descrevem uma sociedade que funciona à base da decadência. Lá, a tecnologia é obsoleta e bizarra, o clima é de constante tensão e os habitantes — pálidos e de comportamento errático — parecem saber imediatamente quando alguém "de fora" está presente.
Diferente de filmes de ficção científica onde portais luminosos se abrem, a entrada para essa dimensão supostamente ocorre através de falhas na rotina: um cochilo no metrô, um elevador que para no andar errado ou uma escada de shopping que leva a um corredor desconhecido.
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Embora oficialmente classificada como uma obra de ficção colaborativa e folclore digital, a consistência dos detalhes narrados por pessoas de diferentes regiões gera um fascínio mórbido. A lenda explora o medo primordial de se perder dentro da própria cidade, transformando ambientes seguros em armadilhas potenciais.
Se você notar que o letreiro do seu ônibus mudou para um nome que não consta no mapa, ou se as pessoas ao seu redor subitamente parecerem estranhas, a recomendação dos "sobreviventes" dessa lenda é única e urgente: desça imediatamente e não faça contato visual. Afinal, em Setealém, a curiosidade pode ser uma passagem só de ida.
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