O legado da Kodak: inovação, resistência à mudança e a volta das câmeras analógicas

Como a empresa revolucionou o mundo da fotografia e outros setores perdeu espaço para a era digital

A Kodak foi a pioneira ao criar câmeras analógicas portáteis

A Kodak foi a pioneira ao criar câmeras analógicas portáteis | Reprodução/Pexels

A Kodak, uma das maiores empresas de fotografia, revolucionou a forma como as pessoas utilizavam câmeras fotográficas

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Em 1888, o fundador da Kodak, George Eastman, transformou o modo como as pessoas fotografavam e fez da empresa a pioneira na popularização da câmera portátil e do filme fotográfico, impactando profundamente o mundo da fotografia e criando uma nova maneira de capturar imagens.

Ao longo dos anos seguintes, a marca se tornou símbolo de inovação e dominou o mercado fotográfico. Um exemplo foi a câmera de bolso Pocket Kodak, com um formato mais compacto e prático. Um dos produtos mais marcantes da empresa foi o primeiro filme colorido, o Kodachrome, desenvolvido em 1935.

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Presente em momentos históricos

Dessa forma, a Kodak esteve presente em diversos momentos históricos, por meio de pessoas que registravam esses eventos com câmeras e filmes da marca. Na década de 1970, a Kodak era responsável por cerca de 90% do mercado de filmes fotográficos e 85% do mercado de câmeras nos Estados Unidos.

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Um ponto de virada ocorreu em 1975, quando Steve Sasson, engenheiro da Kodak, inventou a primeira câmera digital, que utilizava um sensor CCD (dispositivo de carga acoplada) para capturar imagens digitais e armazená-las em fitas magnéticas. No entanto, a diretoria da empresa descartou a ideia, temendo que a nova tecnologia prejudicasse as vendas de filmes fotográficos.

Com essa resistência à inovação, concorrentes da Kodak seguiram o caminho oposto e investiram na tecnologia digital, que era instantânea e livre das limitações do filme. Assim, o mundo migrou para a era digital, deixando as câmeras analógicas para trás.

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Falência

Apesar de ainda gerar bilhões de dólares nos anos 2000, a Kodak já sentia os efeitos de não ter abraçado a revolução digital. Em 2012, a empresa declarou falência. Posteriormente, passou por uma reestruturação e passou a concentrar seus esforços em tecnologias de impressão de imagem, materiais para embalagens e produtos químicos.

Antes de sua queda, a Kodak também atuou em outros setores, como o cinematográfico. Por meio da Kodak Motion Picture Film, forneceu negativos em preto e branco e coloridos para o cinema. Além disso, contribuiu para avanços na área da saúde, com a criação de equipamentos médicos de imagem.

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O receio diante do futuro foi um erro que custou caro. Apesar de sua origem revolucionária, a negação das inovações tecnológicas comprometeu a continuidade da empresa.

A volta das câmeras analógicas

As câmeras analógicas estão, aos poucos, voltando ao mercado. Isso ocorre devido a uma crescente onda de interesse da geração Z por itens analógicos. Para esses jovens, é uma forma de se desconectar do mundo virtual e se conectar com o mundo real, fora das telas dos celulares.

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Embora os smartphones sejam dispositivos completos, com funções de chamada, câmera, reprodutor de música, entre outros. Há um movimento crescente de pessoas buscando alternativas para reduzir a dependência dos celulares.

Além disso, muitos jovens que cresceram no século 21, sem a experiência de usar uma câmera fotográfica tradicional, têm curiosidade em descobrir como ela funciona. Hoje, o resultado das fotos é imediato, mas na época das câmeras analógicas portáteis, havia todo um ritual: colocar o filme, usar todo o rolo, enviar para revelação e esperar o resultado. A ideia da Kodak de criar câmeras portáteis foi o primeiro passo para que, atualmente, as câmeras digitais sejam parte indispensável dos celulares.

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