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A pesquisa, publicada em revista cientÃfica, aponta correlação entre alto QI e sintomas associados ao TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo); todavia, especialistas alertam que relação não significa causa direta
Um estudo, publicado na revista cientÃfica Open Minds International Journal, aponta que adultos com alto QI podem apresentar maior frequência de comportamentos associados ao TOC / Imagem gerada por IA/Gemini
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Divulgado pela revista cientÃfica Open Minds International Journal, um estudo recente mostra uma possÃvel correlação entre a superdotação intelectual e comportamentos associados ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Liderada pelo neurolocientista Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, a pesquisa analisou padrões psicológicos observados em adultos com QI (Quociente de Inteligência) acima da média.
Do mesmo modo, o trabalho utilizou como base estudos de caso, entrevistas clÃnicas e instrumentos psicométricos internacionais. Os resultados mostratam que os participantes classificados como "superdotados" apresentaram maior frequência de sintomas obsessivo-compulsivo, especialmente padrões de perfeccionismo.
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Segundo a análise, as caracterÃsticas cognitivas associadas à alta capacidade intelectual - incluindo hiperfoco, elevada necessidade de controle e intensa atividade mental - podem acabar favorecendo ou desenvolvendo esses tipos de comportamentos.Â
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Tendo uma base de dados vinda do projeto Gifted Debate, vinculado ao Centro de Pesquisa e Análises Heráclito, cerca de 500 participantes identificados como superdotados foram reunidos. Isso permitiu que pesquisadores conseguissem observar tendências psicológicas e neurobiológicas nesse grupo,
Os levantamentos da pesquisa indicam que possuir QI alto não necessariamente "protege" uma pessoa contra vulnerabilidades psicológicas. Pelo contrário: dependendo do contexto, a inteligência extrema pode contribuir ao desenvolvimento de condições de saúde mental.Â
O estudo também utiliza o modelo teórico DWRI (Development of Wide Regions of Intellectual Interference), proposto pelo neurocientista responsável. Esse modelo sugere que indivÃduos com alta capacidade intelectual podem apresentar maior integração funcional entre regiões cerebrais especÃficas (córtex pré-frontal dorsolateral, do cÃngulo anterior, e a junção temporoparietal).
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Consequentemente, essas áreas são associadas ao controle cognitivo, tomada de decisão, além de processos de empatia e mentalização.
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A pesquisa analisou cerca de 500 participantes com altas habilidades intelectuais e sugere que caracterÃsticas cognitivas ligadas à superdotação podem influenciar padrões psicológico. Imagem ilustrativa/GeminiApesar dos resultados, o campo cientÃfico ainda não estabelece consenso sobre uma relação direta entre superdotação e transtornos psiquiátricos. De acordo com a American Psychiatric Association (Associação Americana Psiquiátrica), o TOC é caracterizado por pensamentos instrusivos - obsessões - e comportamentos repetitivos - compulsoes -. Esses dois fatores causam sofrimento mental significativo.
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Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o transtorno afeta cerca de 2% a 3% da população mundial.
Adicionalmente, pesquisas psicológicas sugerem que indivÃduos com altas habilidades podem apresentar perfis emocionais e cognitivos especÃficos; porém, isso não necessariamente engloba a maior prevalência de transtornos mentais.
Alguns fatores que podem, sim, influenciar o surgimento de comportamentos compulsivos, em determinadas circunstâncias, incluem a ansiedade, pressão por desempenho e autocobrança elevada.Â
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Conforme o estudo, compreender a maneira como aspectos cognitivos de pessoas superdotadas se relacionam com padrões de comportamento pode contribuir para diagnósticos mais precisos, tornando as abordagens clÃnicas mais adequadas.
A análise também reforça a importância de considerar fatores psicológicos e neurológicos especÃficos ao avaliar indivÃduos superdotados, especialmente em contextos de saúde mental.
*O texto contém informações do portal Estado de Minas
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