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A luz azul e o excesso de estÃmulos atrapalham o relógio biológico, mas a tecnologia também pode virar aliada se usada com moderação; entenda como
O hábito de usar o celular antes de dormir expõe os olhos à luz azul das telas, que interfere na produção de melatonina hormônio responsável por regular o sono / Freepik/frimufilms
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Dar aquela última rolada no feed das redes sociais ou assistir a mais um episódio de série na cama já virou rotina para muita gente. O problema é que o costume de adormecer com o celular na mão cobra um preço alto: um estudo recente do Instituto Norueguês de Saúde Pública, publicado na revista cientÃfica Frontiers in Psychiatry, revela que passar uma hora na frente das telas antes de fechar os olhos aumenta o risco de insônia em 59% e rouba, em média, 24 minutos do seu descanso.
Especialistas alertam que a culpa não é apenas da claridade do aparelho. O impacto negativo vem de uma combinação perigosa entre a famosa "luz azul" e a montanha-russa mental que o ambiente digital proporciona.
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A luz emitida por smartphones, computadores e tablets engana o cérebro, inibindo a produção de melatonina — o hormônio responsável por avisar o organismo que é hora de dormir. Sem esse sinal, o corpo simplesmente não relaxa, atrasando o inÃcio do sono.
Mas o que você consome também pesa na balança. Jogos, vÃdeos curtos e debates nas redes sociais deixam o cérebro em estado de alerta. O tempo passa sem que você perceba, a sonolência desaparece e, quando se dá conta, já é madrugada. Até mesmo as notificações que vibram ou acendem a tela à noite causam microdespertares, quebrando o ciclo natural do descanso.
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Dormir mal gera um efeito dominó. No curto prazo, a falta de um descanso de qualidade resulta em:
Se isso virar rotina, a privação crônica de sono se torna um perigo maior, abrindo portas para alterações metabólicas, piora na saúde mental e aumento do risco de doenças cardiovasculares.
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Nem tudo está perdido. A mesma tecnologia que tira o sono pode ajudar a recuperá-lo, desde que usada com estratégia.
Smartwatches e aplicativos de monitoramento são ótimos para mapear a qualidade do seu descanso, acompanhando a frequência cardÃaca e identificando padrões que precisam ser corrigidos. Para quem tem dificuldade de relaxar, apps com ruÃdo branco, sons da natureza ou meditações guiadas funcionam como um "freio" para a mente.
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Existem ainda alarmes inteligentes que percebem quando você está em uma fase de sono mais leve para te acordar suavemente, evitando aquela sensação de "atropelamento" pela manhã.
Para não 'brigar' com o relógio de madrugada, pequenas mudanças de hábito fazem toda a diferença:
Desconecte-se: Evite telas pelo menos uma hora antes de deitar;
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Além desses fatores, existem ferramentas nos próprios celulares (Android ou Iphone) que permitem programar o ligamento e o desligamento da luz azul. Para fazer isso, siga o passo a passo abaixo:
No fim das contas, a ciência ainda debate se o maior vilão é a luz da tela em si ou a ansiedade gerada pelo conteúdo consumido. De qualquer forma, o segredo é impor limites. Com hábitos mais saudáveis, o celular volta a ser uma ferramenta útil, e não o obstáculo entre você e uma boa noite de sono.
*O texto contém informações do portal Terra
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