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Novo estudo revela o que pode estar acontecendo nas camadas profundas de Júpiter e surpreende

O trabalho é resultado de uma parceria entre a Universidade de Chicago e o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa

Agência Diário

Publicado em 06/03/2026 às 17:18

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Descobertas ajudam a explicar a formação do planeta e do próprio Sistema Solar / NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS

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Um estudo publicado em janeiro de 2026 no periódico The Planetary Science Journal apresenta uma nova forma de investigar o que acontece nas camadas profundas de Júpiter.

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O trabalho é resultado de uma parceria entre a Universidade de Chicago e o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.  A equipe desenvolveu modelos computacionais inéditos para simular o interior do gigante gasoso, já que explorar Júpiter diretamente não é viável. 

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O planeta não possui superfície sólida, e qualquer espaçonave seria destruída pela pressão extrema e pelas altas temperaturas logo abaixo das nuvens.

Como o interior foi simulado

Para construir o modelo, os cientistas usaram dados de missões como as sondas Galileo e Juno. Essas informações alimentaram um simulador capaz de reproduzir as condições severas de pressão e calor do interior joviano.

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Pela primeira vez, hidrodinâmica e química atmosférica foram integradas na mesma simulação. Isso permitiu acompanhar simultaneamente o movimento dos gases e as reações químicas que ocorrem nas profundezas.

Na prática, é como observar o clima e a composição do ar ao mesmo tempo, em vez de estudar cada aspecto separadamente.

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Oxigênio acima do esperado

Os resultados indicam que Júpiter possui cerca de 1,5 vez mais oxigênio do que o Sol. Esse dado contraria estimativas anteriores que apontavam quantidades muito baixas desse elemento.

Segundo a Revista Planeta, o líder do estudo, Jeehyun Yang, afirma que essa abundância sugere que o planeta incorporou grandes volumes de gelo durante sua formação.

No início do Sistema Solar, a chamada linha da neve marcava a região fria o bastante para manter a água congelada. Ali havia maior oferta de material sólido, o que facilitava o crescimento de planetas massivos.

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Caso Júpiter tenha se formado nessa área distante e depois migrado para regiões internas, sua gravidade pode ter reorganizado asteroides e detritos. Isso contribuiu para estabilizar as órbitas de planetas rochosos, como a Terra.

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Um planeta que funciona em outro ritmo

O estudo também revelou que a circulação de gases e a difusão química no interior de Júpiter ocorrem até 40 vezes mais devagar do que se pensava.

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Processos antes estimados em horas podem levar semanas. Essa diferença altera cálculos sobre tempestades, formação de nuvens e distribuição de elementos químicos.

“A química é importante, mas não inclui o comportamento das nuvens. A hidrodinâmica por si só simplifica a química. Combiná-las é o que nos dá a imagem real”, explicou Jeehyun Yang, segundo a Revista Planeta.

Relevância do estudo

Entender essa dinâmica auxilia astrônomos na análise de planetas em outros sistemas estelares. 

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Júpiter passa a funcionar como parâmetro para avaliar estabilidade orbital e condições que podem permitir o surgimento de mundos habitáveis, além de ajudar a reconstruir como a Terra se formou.

Por Vitoria Estrela

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