Novo consenso médico redefine pressão normal e pode evitar 15% dos infartos e AVCs

Para pacientes com hipertensão arterial, o valor 14/9 não é mais considerado adequado na Argentina

Mudanças nos valores considerados normais para pressão é alerta para hipertensos

Mudanças nos valores considerados normais para pressão é alerta para hipertensos | Reprodução/Freepik

Foi comprovado na Argentina que o novo valor referencial de normal da pressão arterial pode evitar pelo menos 15% dos casos de infarto e AVC. Para pacientes com hipertensão arterial, o valor 14/9 não é mais considerado adequado.

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No país vizinho, estima-se que 15 milhões de pessoas são hipertensas, mas 40% delas não sabem disso. A nova diretriz é capaz de alertar cada vez mais pessoas a cuidarem da saúde e chegarem ao diagnóstico correto.

O novo consenso foi definido em conjunto com a Sociedade Argentina de Cardiologia e a Federação Argentina de Cardiologia. Especialistas explicam que o principal motivo da mudança é que manter a pressão um pouco mais baixa do que se aceitava até agora pode significar a diferença entre a vida e uma morte prematura.

O Diário já contou sobre um novo estudo com resultados encorajadores para quem tem problemas com hipertensão. Veja detalhes.

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Mudança necessária

Quando uma pessoa é hipertensa, sua pressão arterial considerada normal não deve mais estar em 14/9, mas sim em no máximo 13/8, segundo as pesquisas. É uma questão simples, mas se essa correção surtir efeito, pode ter um impacto significativo na Argentina.

A mudança significa que os pacientes hipertensos podem ser devidamente identificados e tratados. Conforme dados da Sociedade Argentina de Hipertensão Arterial (SAHA), atualmente, os principais problemas são que 40% dos hipertensos não sabem que têm a condição e, entre esses, apenas um a cada cinco está recebendo tratamento adequado.

Doença silenciosa

Com sintomas silenciosos, a doença é subestimada. A SAHA apurou em um relatório que apenas 14% dos médicos medem a pressão arterial de seus pacientes. Outro dado revela que entre 35% e 40% da população do país sofre de hipertensão arterial, com um índice acima da média mundial. Isso representa 15 milhões de argentinos.

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Deste grupo de hipertensos, grande parte dos que foram diagnosticados com a doença não segue tratamento eficaz para controlar a pressão. Apenas um a cada cinco hipertensos está com a pressão controlada. 

Aqueles que negligenciam o tratamento ou estão com um tratamento inadequado correm risco de ter infarto, insuficiência renal e AVC, alertam médicos.

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