Pesquisadores japoneses descobriram uma nova espécie de peixe e a nomearam Vanderhorstia supersaiyan / Reprodução Youtube/DB-Z
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Uma nova espécie marinha entrou para a ciência e, curiosamente, também para o imaginário dos fãs de cultura pop. Pesquisadores do Japão anunciaram a identificação de um peixe tão chamativo que acabou recebendo um nome inspirado diretamente em Dragon Ball.
Não foi uma brincadeira: o registro é oficial e se tornou um raro encontro entre taxonomia e referências de mangá.
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O animal exibe um conjunto de cores quase elétrico. As nadadeiras carregam traços amarelos intensos que se espalham como se fossem faíscas, criando sobre o corpo esguio um brilho que lembra uma energia em expansão.
Quem presta atenção ao formato dessas linhas consegue entender por que o apelido relacionado aos guerreiros de cabelos dourados surgiu naturalmente.
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A nova espécie foi formalmente classificada como Vanderhorstia supersaiyan, um gesto ousado em um campo que geralmente prefere nomes mais neutros e discretos.
Mas, diante da aparência fora do comum, os cientistas decidiram apostar em algo que traduzisse o impacto visual da descoberta.
Esse peixe foi encontrado nos arredores da Ilha de Ishigaki, ao sul do Japão, durante expedições da Universidade de Ryukyu. Ele vive em uma região do oceano que permanece largamente inexplorada: a zona mesopelágica, um corredor de penumbra entre 100 e 300 metros de profundidade.
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Ali a luz quase não chega, e por isso tantas espécies ainda passam despercebidas. O exemplar analisado veio de 210 metros abaixo da superfície, mais distante da luz do que seus “parentes” conhecidos costumam aparecer.
Embora o gênero Vanderhorstia já reúna diversas espécies, esta nova integrante salta aos olhos. Além das barras amarelas que contornam as nadadeiras, o peixe apresenta contrastes fortes na cabeça e no dorso, quatro marcas corporais que lembram diamantes e um conjunto de proporções e escamas que foge ao padrão dos demais membros do grupo.
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A aparência vibrante resultou também em um nome comum sugerido pelos pesquisadores: Ereki-haze, algo como “gobídeo elétrico”. A ideia é simples, o padrão de cores dá a sensação de que o animal está em constante descarga de energia.
Mais do que um achado curioso, a descoberta aponta para algo maior: mesmo áreas relativamente próximas a regiões já estudadas ainda guardam espécies totalmente desconhecidas. Segundo os cientistas, é provável que a zona profunda ao redor de Okinawa esconda muitas outras.