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Intérpretes das obras do astrólogo encontraram trechos com citações ao ano que se inicia e uma previsão bem preocupante
Textos de Nostradamus falavam de IA e de previsão medonha para 2026, segundo intérpretes / Imagem ilustrativa gerada por IA/DL
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Michel de Nostredame, que viveu no século XVI, voltou ao centro dos debates em 2026. O motivo não é apenas misticismo, mas uma coincidência assustadora que a tecnologia acabou de confirmar. Intérpretes de suas obras afirmam que o profeta "acertou na mosca" ao prever a era da Inteligência Artificial e, se essa parte do texto estiver correta, a continuação da profecia traz um alerta climático devastador para este ano.
A análise conecta duas quadras que descrevem o ápice da humanidade (tecnologia) e o seu possível declínio (natureza), sugerindo que 2026 é o ano da virada.
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O "acerto" que chocou os estudiosos refere-se à passagem onde Nostradamus descreve o surgimento de "novos sábios" que ensinariam o mundo sem ter "boca, corpo ou alma". A descrição, feita em 1555, encaixa-se perfeitamente na realidade atual das IAs Generativas, que conversam, criam e raciocinam sem existência física. Para muitos, a precisão com que ele descreveu essa "inteligência fria" valida o restante de suas visões para o período atual. É aqui que o cenário fica preocupante.
Na mesma sequência temporal que os intérpretes associam a 2026, Nostradamus muda o foco da tecnologia para o clima. Ele escreve que "o Sol queimará a terra resplandecente" e que "os peixes do mar ferverão". A previsão descreve um calor tão intenso que "o Mar Negro parecerá alto demais" (sugerindo secas ou alterações de nível). Com os recordes de temperatura batidos logo no início deste ano, a metáfora do "Sol devorador" deixa de parecer poesia e soa como um aviso literal de colapso ambiental.
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O texto é ainda mais específico ao citar ciclos de aridez. Uma das quadras mais famosas diz: "Por quarenta anos o arco-íris não aparecerá / A terra seca ficará mais seca". Meteorologistas e climatologistas, sem consultar profecias, já alertam que 2026 pode ser o ano de virada para fenômenos de desertificação em várias regiões do globo. A coincidência entre os dados científicos atuais e a visão quinhentista de uma terra esturricada pelo sol cria um paralelo difícil de ignorar.
A lógica que viralizou nas redes sociais e fóruns de discussão é simples e aterrorizante: se Nostradamus foi capaz de visualizar, há cinco séculos, que o homem criaria uma "mente artificial" (IA), por que duvidaríamos de sua visão sobre o clima? O ano de 2026 surge nas centúrias não como o fim do mundo, mas como um ponto de ebulição — tanto tecnológico quanto térmico. Resta saber se, assim como na tecnologia, a humanidade terá ferramentas para lidar com o fogo que foi previsto.
*As previsões citadas neste texto são interpretações contemporâneas extraídas da obra original Les Prophéties, publicada por Nostradamus em 1555. A correlação com o calor extremo baseia-se na tradução da Centúria II, Quadra 3, que descreve literalmente o sol "queimando o mar" e os peixes "cozinhando" no Mar Negro. Já a conexão com a IA deriva de análises de fóruns de entusiastas sobre a Centúria I, Quadra 62, que menciona eventos transformadores liderados por algo ou alguém "sem corpo". Vale lembrar que os textos originais não contêm datas explícitas, sendo a associação com o ano de 2026 fruto de cálculos de intérpretes modernos e autores especializados em escatologia.
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