Navio nuclear russo ‘Estrela da Morte’, usado na União Soviética, está em fase final para voltar aos mares

Após anos em reparos, um dos maiores navios de guerra do mundo se prepara para voltar ao serviço ativo

Cruzador Admiral Nakhimov conclui fase final de testes e reacende debate sobre poder naval da Rússia no cenário global (Foto: Андрей Леонов/Wikimedia Commons)

Cruzador Admiral Nakhimov conclui fase final de testes e reacende debate sobre poder naval da Rússia no cenário global (Foto: Андрей Леонов/Wikimedia Commons)

Um dos navios de guerra mais imponentes da Rússia volta ao centro das atenções. O cruzador nuclear Admiral Nakhimov entrou na fase final dos testes de mar, etapa decisiva que pode definir seu retorno ao serviço ativo após anos parado.

Modernizado ao longo de mais de uma década, o navio apelidado de “Estrela da Morte” passa por avaliações finais de sistemas essenciais antes de uma possível reintegração à Frota do Norte.

O movimento ocorre em um momento em que Moscou busca reforçar sua presença naval em regiões estratégicas e retomar símbolos da engenharia militar soviética com tecnologia atualizada.

Reforma que durou décadas

O navio foi lançado originalmente em 1988, durante o período da União Soviética. Ele parou de navegar em 1999 e ficou estacionado em um estaleiro no norte da Rússia por muitos anos antes de passar por uma ampla reforma iniciada em 2020.

A modernização serviu para atualizar um projeto da Guerra Fria para os padrões atuais. Engenheiros substituíram sistemas antigos por tecnologias novas de controle de combate, radar e defesa aérea, tornando o navio mais eficiente.

O trabalho foi complexo e longo, refletindo desafios industriais enfrentados pela Rússia. Apesar dos atrasos, o projeto alcançou a reta final, demonstrando o esforço do país para manter uma frota capaz de atuar em grandes distâncias.

O poder de fogo do navio

Informações públicas indicam que o cruzador recebeu lançadores de mísseis modernos. Entre as novidades, estão armas capazes de atingir alvos distantes e sistemas de proteção contra ataques aéreos, garantindo a segurança da tripulação.

A classe de navios à qual ele pertence foi projetada para atuar como líder de grandes formações oceânicas. Com 250 metros de comprimento e motor nuclear, a embarcação consegue navegar por longos períodos sem a necessidade de reabastecer.

Esse tipo de navio funciona como uma base flutuante de ataque. Sua presença estratégica permite que a Rússia monitore áreas importantes como o Ártico e o Atlântico Norte, protegendo seus interesses e ampliando sua influência naval.

Valor simbólico da embarcação

Para Moscou, colocar o Admiral Nakhimov de volta em operação tem importância militar e política. O navio reforça a Frota do Norte, que é a principal unidade da Marinha russa e concentra os meios mais avançados de defesa do país.

O sucesso desta modernização também mostra a capacidade do país em manter ativos estratégicos, mesmo diante de pressões econômicas. O navio representa um dos legados mais ambiciosos da engenharia naval russa em décadas recentes.

A próxima fase da história do cruzador ocorre nos oceanos, onde o Admiral Nakhimov deve cumprir missões de patrulha. O mundo agora observa a eficácia dessa plataforma após o longo período de transformações tecnológicas.