Araguainha, no sudeste do Mato Grosso, guarda um segredo geológico único no Brasil.
O município de apenas mil habitantes foi construído exatamente no centro de uma cratera de meteoro.
A colisão ocorreu há 250 milhões de anos e deixou uma marca de 40 quilômetros de diâmetro.
É o maior registro de uma cratera de meteoro na América do Sul e atrai olhares constantes de agências como a NASA.
O que moradores veem como morros e vales é o resultado de uma explosão brutal.
O choque da cratera de meteoro foi tão potente que trouxe rochas profundas para a superfície e pode ter causado a maior extinção em massa da Terra.

Análise: potencial ignorado e risco de estagnação
Estrategicamente, a cidade é um caso de subutilização de ativos. Enquanto uma cratera de meteoro menor nos EUA gera milhões em turismo, Araguainha sofre com isolamento e baixo investimento em infraestrutura.
A economia local é dependente da administração pública e carece de visão comercial sobre seu patrimônio.
O desafio de gestão é similar ao de pequenos municípios que tentam transformar patrimônio natural em receita turística de forma sustentável.
O jornalismo aqui deve questionar o porquê desta cratera de meteoro não gerar riqueza para a região.
Reconhecimento
Oportunidades de melhoria passam pela criação de um Geoparque reconhecido pela UNESCO.
Isso colocaria a cratera de meteoro no mapa internacional e traria fôlego econômico para o menor município do estado.
