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Não é solidão, é elite mental: O que a psicologia diz sobre quem ama a própria companhia

Em cafés, cinemas e lanchonetes, ver alguém sozinho costuma gerar julgamento. Só que, para a psicologia, isso pode indicar equilíbrio emocional e independência

Agência Diário

Publicado em 16/02/2026 às 22:21

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Entenda a diferença basilar entre solidão e estar sozinho / Freepik

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Determinados espaços como cafeterias, cinemas e lanchonetes são considerados espaços intrinsecamente sociais, feitos para socializar. Porém, frequentemente encontraremos pessoas sozinhas, e muitos podem julgá-las como solitárias, mas a psicologia tem uma segunda opinião sobre isso.

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Ao contrário do que a opinião pública tende a interpretar, estar sozinho e ser solitário são coisas diferentes, e a psicologia se posicionou sobre isso. O ato consciente de autoisolamento revela um tipo específico de personalidade.

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A solidão pode ser um espaço sagrado de reencontro consigo mesmo / Pixabay
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Longe do ruído externo, pensamentos ganham clareza e profundidade / Pixabay
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Estar só não é estar vazio, mas criar espaço para se escutar / Pixabay
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No silêncio, emoções encontram tempo para serem compreendidas / Pixabay
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A solidão consciente fortalece autonomia e autoconhecimento / Pixabay
A solidão consciente fortalece autonomia e autoconhecimento / Pixabay
Transformada em templo pessoal, ela deixa de ser ausência e se torna presença interior / Pixabay
Transformada em templo pessoal, ela deixa de ser ausência e se torna presença interior / Pixabay

Abnegação social

Primeiramente, é preciso estabelecer que ser solitário é desejar conexões interpessoais, mas não as possuir, enquanto estar sozinho é um estado transitório.

Segundo estudos psicológicos, o ato voluntário de isolamento pode revelar, na verdade, altos níveis de estabilidade social e autorregulação. Pessoas com esse tipo de personalidade não precisam de parceiros, pois se sentem plenas em si mesmas.

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Veja também: A falta de amigos é sempre um sinal de alerta? O que a psicologia diz sobre a solitude.

Um tipo diferente de introversão do que imaginamos

Você pode até afirmar que essas pessoas são puramente introvertidas, e isso não estaria errado, mas não é a verdade completa. Segundo Carl Jung, referência na psicologia, a introversão não se trata de antissocialidade, mas da origem da sua energia.

Pessoas introvertidas precisam de períodos de reclusão justamente para conseguirem recarregar sua energia, colocar os pensamentos no lugar e evitar sobrecarga social. Diferente dos extrovertidos, que carecem de relações sociais para este mesmo fim.

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Porém, não leve esses conceitos ao extremo, pois Jung também estipula um terceiro tipo de personalidade, os ambivertidos, um meio-termo entre os dois.

A solidão como um templo pessoal

Pesquisas mostram que pessoas que passam tempo sozinhas regularmente podem ser mais criativas e melhores na resolução de problemas. O cérebro então alterna para o que é conhecido como rede de modo padrão, a rede responsável pela autorreflexão e pela narrativa interna.

Além disso, uma pessoa com esse tipo de personalidade tende a não se importar com a pressão social por estar cercada de outras pessoas, pois a presença social não justifica sua existência.

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Portanto, esse é um tipo de pessoa que tende a não buscar validação externa, pois ela é uma potência por si mesma e sabe disso.

Veja também: Psicologia explica por que desistir da perfeição é o único caminho para a verdadeira paz.

Por que isso é considerado estranho?

Pesquisas recentes apontam que a humanidade está passando por um processo de overdose de relacionamentos, pois estamos constantemente em contato com outros seres humanos, mas de forma superficial.

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Um comentário em uma rede social pode receber milhares de interações, e estamos sempre buscando conexões, por mais artificiais que elas sejam. Portanto, pessoas que pareçam estar fugindo desse padrão são anômalas.

Isso aparece tanto em quem gosta de passar um tempo sozinho em um café quanto em quem prefere não habitar um espaço nas redes sociais. Ela pode até se encontrar com os amigos para um jantar, mas a diferença dela para os demais é que ela não precisa desse estímulo constante para existir.

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