Os "Vales Secos", regiões sem gelo dentro da Antártida / Imagem ilustrativa/Gemini
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Quando você pensa em um deserto, qual é a primeira imagem que vem à cabeça? Provavelmente, dunas de areia intermináveis, camelos e um sol escaldante, certo?
Mas a ciência tem uma definição bem diferente. O que realmente classifica uma região como deserta não é a temperatura, e sim a falta de chuva.
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É exatamente por isso que o maior deserto do nosso planeta é, na verdade, feito de gelo: a Antártida.
Com impressionantes 14,2 milhões de quilômetros quadrados, o continente gelado lidera o ranking global de áreas desérticas de forma isolada. O motivo? A Antártida possui uma taxa de precipitação (chuva ou neve) quase nula.
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Para se ter uma ideia do extremo, existem regiões no continente antártico que não veem uma única gota de chuva ou floco de neve cair há milhões de anos.
O famoso Deserto do Saara, localizado na África, é imenso, mas ocupa apenas o terceiro lugar na lista geral, com 9,2 milhões de quilômetros quadrados.
Ele perde até mesmo para o Ártico, no Polo Norte, que garante a segunda posição com 13,9 milhões de quilômetros quadrados.
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Na prática, a coroa do Saara é outra: ele detém o título de maior deserto quente do mundo, mas está longe de ser o maior em extensão total.
Além de ser o local mais frio e com os ventos mais fortes do globo, a Antártida guarda uma ironia geográfica fascinante.
Apesar de ser o lugar mais seco da Terra, ela é o nosso maior reservatório de água. Cerca de 70% de toda a água doce do planeta está congelada por lá. O maior deserto do mundo é, paradoxalmente, o lugar com mais água.
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