Acessórios simples podem afetar a segurança e pesar na carteira do motorista / Freepik
Continua depois da publicidade
Hábitos simples do dia a dia parecem inofensivos, mas muitos motoristas só descobrem o perigo quando já foram autuados. Itens comuns no para-brisa podem comprometer a visão, aumentar o risco de acidentes e resultar em multa prevista na legislação de trânsito.
Adesivos, películas fora do padrão e suportes mal posicionados estão entre os principais motivos de infração. O problema é que eles fazem parte da rotina de quem dirige todos os dias.
Continua depois da publicidade
Com fiscalização mais rigorosa e uso de imagens em operações de trânsito, práticas antes ignoradas passaram a ser punidas. Saber o que é permitido evita transtornos e garante mais segurança ao volante.
O para-brisa é tratado como item essencial pelo Código de Trânsito Brasileiro. O artigo 230 prevê infração grave quando equipamentos obrigatórios estão ineficientes, o que inclui situações que prejudicam a visibilidade.
Continua depois da publicidade
Já o artigo 231 abre margem para infração média sempre que algo reduz o campo de visão do condutor. Mesmo sem dano aparente, qualquer interferência pode ser suficiente para caracterizar a irregularidade.
As consequências variam conforme a avaliação do agente. As multas ficam entre R$ 130,16 e R$ 195,23, com quatro ou cinco pontos na CNH, além da possibilidade de retenção do veículo.
Adesivos grandes colados no para-brisa lideram a lista. Logos, frases ou símbolos decorativos reduzem a área de visão, especialmente em cruzamentos e situações que exigem atenção redobrada.
Continua depois da publicidade
Objetos pendurados no retrovisor também chamam a atenção da fiscalização. Terços, dados e enfeites se movimentam com o carro e podem distrair o motorista em momentos decisivos.
Suportes de celular, GPS e câmeras veiculares entram no mesmo grupo quando mal posicionados. Se ocuparem o campo visual principal, deixam de ser aliados e passam a ser infração.
As películas exigem atenção especial. A regulamentação determina transparência mínima de 75% no para-brisa, garantindo visão adequada em diferentes condições de luz e clima.
Continua depois da publicidade
Películas espelhadas ou refletivas são proibidas. A única exceção é a faixa degradê no topo do vidro, desde que respeite o limite de 25 centímetros e não atrapalhe a visão da via.
Para itens funcionais, como celular e dashcam, a recomendação é instalação discreta. O ideal é mantê-los próximos ao retrovisor ou em áreas inferiores, sem interferir na condução.
No trânsito, o que parece detalhe pode fazer diferença. Um para-brisa livre reduz riscos, evita multas e contribui para uma direção mais segura em qualquer trajeto.
Continua depois da publicidade