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Mulher não devolve apartamento alugado, cai da janela e proprietário acaba condenado na Justiça

Decisão reacende alerta para locadores: mesmo com ocupação irregular, o dono pode responder por acidentes causados por falta de manutenção no imóvel

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 12/02/2026 às 15:01

Atualizado em 13/02/2026 às 15:05

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Mesmo em disputa com inquilino ou ocupante irregular, manter itens de segurança em dia pode evitar acidentes e processos / Freepik

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Parece um pesadelo para qualquer dono de imóvel, mas a decisão serve de alerta: ter a propriedade ocupada ilegalmente não isenta o proprietário de garantir a segurança da estrutura.

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Foi o que a Justiça determinou ao condenar um locador a indenizar uma mulher que, mesmo recusando-se a devolver o apartamento após o fim do contrato, caiu da janela porque o guarda-corpo cedeu.

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O entendimento foi claro: a posse irregular não justifica o abandono da manutenção que coloca vidas em risco.

O caso que virou alerta para locadores

No processo, a mulher permaneceu no imóvel mesmo após o fim do contrato, situação tratada na França como ocupação “sem direito ou título”. Em determinado momento, ela caiu de uma janela quando o guarda-corpo cedeu, e acionou a Justiça alegando falha de conservação básica do imóvel. 

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Ao analisar o caso, a Corte de Cassação manteve o entendimento de que a ocupação irregular não basta, por si só, para livrar o proprietário quando o acidente decorre de defeito de manutenção

Veja também que um inquilino pode ficar 'para sempre' no imóvel se contrato de aluguel tiver esta cláusula.

Por que o proprietário foi responsabilizado

A decisão se conecta a um princípio do Code civil francês: o dono do edifício responde pelo dano causado pela “ruína” (ou falha estrutural) quando ela acontece por defeito de manutenção ou vício de construção. 

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Na prática, isso significa que, mesmo em um conflito de posse, elementos de segurança do imóvel (como guarda-corpos, janelas, escadas e partes que podem ceder) continuam sendo pontos sensíveis.

Se houver risco previsível e falta de cuidado, o proprietário pode acabar enfrentando indenizações e outras consequências na esfera civil. 

Justiça entende que ocupação irregular não afasta dever de manutenção e segurança do imóvel / Foto: Freepeik
Justiça entende que ocupação irregular não afasta dever de manutenção e segurança do imóvel / Foto: Freepeik
Mesmo após o fim do contrato, proprietário pode ser responsabilizado por falhas estruturais / Foto: Freepeik
Mesmo após o fim do contrato, proprietário pode ser responsabilizado por falhas estruturais / Foto: Freepeik
Guarda-corpo que cedeu levou à condenação de locador por defeito de conservação / Foto: Freepeik
Guarda-corpo que cedeu levou à condenação de locador por defeito de conservação / Foto: Freepeik
Decisão reforça que itens de segurança, como janelas e sacadas, continuam sob responsabilidade do dono / Foto: Freepeik
Decisão reforça que itens de segurança, como janelas e sacadas, continuam sob responsabilidade do dono / Foto: Freepeik
Abandonar reparos durante disputa com inquilino pode resultar em indenização e prejuízo maior / Foto: Freepeik
Abandonar reparos durante disputa com inquilino pode resultar em indenização e prejuízo maior / Foto: Freepeik
Caso na França serve de alerta: gestão de risco e manutenção preventiva são essenciais para locadores / Foto: Freepeik
Caso na França serve de alerta: gestão de risco e manutenção preventiva são essenciais para locadores / Foto: Freepeik

O erro comum: parar de fazer reparos “por raiva” ou por medo

Quando o locador entra em disputa com inquilino inadimplente ou ocupante irregular, é comum cortar qualquer gasto no imóvel. O problema é que abandonar a manutenção pode aumentar o prejuízo: além do desgaste do patrimônio, o risco de acidente cresce — e com ele a chance de uma ação por danos.

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Em outras palavras: o conflito de saída pode ser ruim, mas um acidente grave pode ser ainda pior. O caso francês virou notícia justamente por tocar nesse ponto: o prédio continua sendo do proprietário, e a segurança da estrutura segue como tema central

Como reduzir riscos em situações de ocupação problemática

Sem transformar isso em “fórmula mágica”, existem medidas práticas que ajudam a diminuir exposição a conflitos e acusações de negligência:

  • Faça vistorias periódicas (quando possível) e registre o estado do imóvel com fotos, vídeos e data.
  • Priorize itens de segurança: guarda-corpos, janelas, escadas, fiação aparente, vazamentos que comprometem estrutura, pisos soltos.
  • Guarde comprovantes de pedidos de reparo, orçamentos, contatos com profissionais e quaisquer notificações formais.
  • Busque orientação jurídica cedo para conduzir a retomada da posse dentro da lei, sem “atalhos” que compliquem a situação.

O que isso muda para quem aluga imóvel no Brasil?

O caso ocorreu na França e se baseia em regras francesas. No Brasil, as obrigações do proprietário, do locatário e do ocupante podem seguir caminhos diferentes conforme o contrato, a situação da posse e o entendimento judicial.

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Por isso, se você enfrenta um cenário parecido, vale tratar como um alerta de gestão de risco: manutenção e documentação tendem a ser seus melhores aliados — e a orientação de um profissional pode evitar decisões precipitadas.

E aqui no litoral de São Paulo, a cidade de Santos entrou no top 5 dos municípios mais caros do Brasil para morar.

*Por Raphael Miras

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