Enquanto algumas pessoas quase não percebem a presença de mosquitos, outras parecem ser verdadeiros "alvos preferenciais" desses insetos. / Imagem gerada pela IA do Google
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Enquanto algumas pessoas quase não percebem a presença de mosquitos, outras parecem ser verdadeiros “alvos preferenciais” desses insetos. A explicação está longe do famoso mito do “sangue doce” e envolve fatores biológicos, comportamentais e até genéticos.
De acordo com especialistas, os mosquitos são atraídos principalmente pelos odores liberados pelo corpo humano. Substâncias presentes no suor, como ácido lático, ácido úrico e amônia, funcionam como verdadeiros sinais para esses insetos, aumentando as chances de picadas.
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“Tanto a transpiração quanto a temperatura corporal podem atrair ou inibir a chegada dos insetos na pele. Algumas substâncias expelidas na transpiração, como ácido lático, ácido úrico e amônia, são atrativas para os mosquitos”, explica a dermatologista Simone Neri.
Apesar da crença popular, o tipo de sangue não é determinado pelo “sabor”, mas sim por substâncias que o corpo libera. Mosquitos hematófagos, aqueles que se alimentam de sangue, possuem sensores capazes de identificar compostos químicos e também o dióxido de carbono (CO) liberado na respiração.
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Quanto maior a emissão de CO, maior a chance de atrair esses insetos, o que ajuda a explicar por que algumas pessoas são mais picadas que outras.
Estudos e especialistas apontam alguns fatores que aumentam a atratividade:
Além do incômodo, os mosquitos podem transmitir doenças como dengue, febre amarela e malária. Por isso, a prevenção é essencial.
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O uso de repelentes é uma das principais formas de proteção e pode ser adotado desde a infância, com produtos adequados para cada faixa etária. Para quem tem sensibilidade, há opções naturais, como os à base de citronela.
Outra medida eficaz é o uso de telas em portas e janelas, além de evitar deixá-las abertas nos horários de maior atividade dos mosquitos, como ao amanhecer e ao entardecer.