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Mosquitos têm 'pessoas favoritas'? Entenda por que alguns são mais picados que outros

Segundo especialistas, fatores como suor, temperatura corporal e até genética influenciam na escolha dos mosquitos

Isabella Fernandes

Publicado em 10/04/2026 às 09:10

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Enquanto algumas pessoas quase não percebem a presença de mosquitos, outras parecem ser verdadeiros "alvos preferenciais" desses insetos. / Imagem gerada pela IA do Google

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Enquanto algumas pessoas quase não percebem a presença de mosquitos, outras parecem ser verdadeiros “alvos preferenciais” desses insetos. A explicação está longe do famoso mito do “sangue doce” e envolve fatores biológicos, comportamentais e até genéticos.

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De acordo com especialistas, os mosquitos são atraídos principalmente pelos odores liberados pelo corpo humano. Substâncias presentes no suor, como ácido lático, ácido úrico e amônia, funcionam como verdadeiros sinais para esses insetos, aumentando as chances de picadas.

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“Tanto a transpiração quanto a temperatura corporal podem atrair ou inibir a chegada dos insetos na pele. Algumas substâncias expelidas na transpiração, como ácido lático, ácido úrico e amônia, são atrativas para os mosquitos”, explica a dermatologista Simone Neri.

A explicação está longe do famoso mito do "sangue doce" e envolve fatores biológicos, comportamentais e até genéticos. Imagem gerada pela IA do Google
A explicação está longe do famoso mito do "sangue doce" e envolve fatores biológicos, comportamentais e até genéticos. Imagem gerada pela IA do Google
Apesar da crença popular, o tipo de sangue não é determinado pelo "sabor", mas sim por substâncias que o corpo libera. Pixabay
Apesar da crença popular, o tipo de sangue não é determinado pelo "sabor", mas sim por substâncias que o corpo libera. Pixabay
Quanto maior a emissão de CO, maior a chance de atrair esses insetos, o que ajuda a explicar por que algumas pessoas são mais picadas que outras. Pixabay
Quanto maior a emissão de CO, maior a chance de atrair esses insetos, o que ajuda a explicar por que algumas pessoas são mais picadas que outras. Pixabay
Além do incômodo, os mosquitos podem transmitir doenças como dengue, febre amarela e malária. Por isso, a prevenção é essencial. Imagem gerada pela IA do Google
Além do incômodo, os mosquitos podem transmitir doenças como dengue, febre amarela e malária. Por isso, a prevenção é essencial. Imagem gerada pela IA do Google
De acordo com especialistas, os mosquitos são atraídos principalmente pelos odores liberados pelo corpo humano. Pixabay
De acordo com especialistas, os mosquitos são atraídos principalmente pelos odores liberados pelo corpo humano. Pixabay

“Sangue doce” é mito

Apesar da crença popular, o tipo de sangue não é determinado pelo “sabor”, mas sim por substâncias que o corpo libera. Mosquitos hematófagos, aqueles que se alimentam de sangue, possuem sensores capazes de identificar compostos químicos e também o dióxido de carbono (CO) liberado na respiração.

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Quanto maior a emissão de CO, maior a chance de atrair esses insetos, o que ajuda a explicar por que algumas pessoas são mais picadas que outras.

Quem são os “favoritos” dos mosquitos?

Estudos e especialistas apontam alguns fatores que aumentam a atratividade:

  • Gestantes: alterações hormonais elevam a temperatura corporal e a liberação de CO, tornando-as mais suscetíveis às picadas.
  • Tipo sanguíneo O: segundo especialistas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, pessoas com esse tipo sanguíneo podem atrair mais mosquitos, embora ainda sejam necessários mais estudos.
  • Atividade física: exercícios aumentam a produção de ácido lático e a temperatura do corpo.
  • Consumo de álcool: o etanol eliminado pelo suor pode atrair insetos.
  • Fatores genéticos: algumas pessoas naturalmente produzem substâncias que atraem mais mosquitos do que outras.

Como se proteger

Além do incômodo, os mosquitos podem transmitir doenças como dengue, febre amarela e malária. Por isso, a prevenção é essencial.

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O uso de repelentes é uma das principais formas de proteção e pode ser adotado desde a infância, com produtos adequados para cada faixa etária. Para quem tem sensibilidade, há opções naturais, como os à base de citronela.

Outra medida eficaz é o uso de telas em portas e janelas, além de evitar deixá-las abertas nos horários de maior atividade dos mosquitos, como ao amanhecer e ao entardecer.

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