DA ÁSIA AO BRASIL

Molusco asiático 'invade' mares brasileiros e pode se tornar perigoso para o meio ambiente

Apesar de parecer 'inofensiva', essa espécie tem potencial para causar obstruções de tubulações e equipamentos

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 04/02/2026 às 12:13

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Capaz de produzir milhares de larvas, o molusco se fixa em tubulações e equipamentos, causando prejuízos a hidrelétricas, indústrias e sistemas de abastecimento / Wikimedia Commons/Lucianosjb1

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Vinda diretamente do sul asiático, o mexilhão dourado é uma espécie de molusco aquático, com seu habitat natural em águas doces. Seu porte é pequeno - 3 a 4 cm - e a sua aparência, à primeira vista, inofensiva.

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No entanto, não se deixe enganar: esse tipo de ser vivo pode ser extremamente perigoso à preservação ambiental, devido suas características naturalmente danosas.

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Caracterizada como uma espécie exótica no Brasil, sua propagação foi rápida, já se espalhando pelos mares do país como 'lastro' de navios em navios cargueiros. 

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Sua ameaça se deve pela sua grande capacidade de proliferação, causando obstrução de tubulações e equipamentos em instalações hidrelétricas e de abastecimento, além de prejudicar a vida de animais marinhos, como peixes.

Capaz de produzir milhares de larvas, o molusco se fixa em tubulações e equipamentos, causando prejuízos a hidrelétricas, indústrias etc. Wikimedia Commons/Lucianosjb1
Capaz de produzir milhares de larvas, o molusco se fixa em tubulações e equipamentos, causando prejuízos a hidrelétricas, indústrias etc. Wikimedia Commons/Lucianosjb1
O mexilhão dourado, espécie invasora originária do sul asiático, já se espalha por águas brasileiras e preocupa especialistas ambientais. Wikimedia Commons/Boltovskoy
O mexilhão dourado, espécie invasora originária do sul asiático, já se espalha por águas brasileiras e preocupa especialistas ambientais. Wikimedia Commons/Boltovskoy
Ao competir por alimento, o mexilhão dourado compromete a sobrevivência de espécies nativas e afeta diretamente o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Wikimedia Commons/Museo Nacional de Historia Natural de Uruguay
Ao competir por alimento, o mexilhão dourado compromete a sobrevivência de espécies nativas e afeta diretamente o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Wikimedia Commons/Museo Nacional de Historia Natural de Uruguay
A presença do molusco obriga manutenções frequentes e reforça o alerta sobre os riscos ambientais e econômicos das espécies exóticas no Brasil. Wikimedia Commons/IEAPM
A presença do molusco obriga manutenções frequentes e reforça o alerta sobre os riscos ambientais e econômicos das espécies exóticas no Brasil. Wikimedia Commons/IEAPM

Do mesmo modo, essa invasão é feita por intermédio da produção de larvas pelo próprio molusco em questão. Ainda nesse formato, eles são capazes de entrar em tubulações e se fixarem nos mesmos locais até a fase adulta, fazendo com que a limpeza constante seja necessária para indústrias, lavouras, hidrelétricas, entre outros seguimentos.

Graças a suas propriedades naturais, a espécie estrangeira também acaba consumindo boa parte da alimentação dos mexilhões nativos, contribuindo à sua extinção. Não apenas isso, mas os seres aquáticos também são amplamente prejudicados pelo mesmo fator. 

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*O texto contém informações do portal Cemig e Wikipédia

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