Descubra os segredos por trás da minissérie que investiga o roubo bilionário no museu de Boston / Reprodução/Netflix
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As festividades de São Patrício em 1990 serviram como a cortina perfeita para um crime histórico em Boston. Enquanto a cidade comemorava, o museu Isabella Stewart Gardner perdia 13 de suas mais preciosas obras de arte.
O episódio consolidou-se como o maior roubo do gênero, totalizando centenas de milhões de dólares em perdas.
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Passadas mais de três décadas, o mistério continua sem solução, apesar das inúmeras tentativas de localizar as peças.
O museu optou por manter as paredes exatamente como ficaram após a invasão, com as molduras vazias expostas. Essa escolha visual impactante lembra os visitantes da lacuna deixada pelos criminosos que agiram naquela noite.
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Os criminosos utilizaram uma tática simples, porém eficaz: vestiram uniformes de policiais para ganhar a confiança dos guardas.
Sob o pretexto de atender a uma chamada de emergência, eles conseguiram entrar no prédio sem resistência inicial.
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Logo em seguida, os vigilantes foram imobilizados e levados para o porão, onde permaneceram presos e rendidos.
A dupla teve 81 minutos de liberdade total para explorar as galerias do museu com calma absoluta. Eles demonstraram pouco cuidado técnico, chegando a cortar as telas das molduras para facilitar o transporte rápido.
Antes que o dia clareasse, os ladrões fizeram mais de uma viagem até o veículo de fuga.
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A pintura O concerto, de Johannes Vermeer, é o item mais emblemático entre os que foram roubados. A obra foi documentada pela primeira vez um século após sua criação e comprada por Isabella Gardner em 1892.
Desde então, ela era um dos pilares do acervo em Boston até ser levada pelos assaltantes.
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O quadro mostra três figuras em uma cena doméstica sofisticada, indicando o elevado status social dos personagens retratados.
Por ser uma das pinturas furtadas mais caras do mundo, ela atrai diversas teorias sobre o seu paradeiro. Além de Vermeer, obras importantes de Rembrandt e Manet também foram incluídas no lote levado pelos criminosos.
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Após o roubo, as investigações miraram desde funcionários do museu até grandes sindicatos do crime organizado na região.
Havia a suspeita de que as peças poderiam servir como garantia em negociações clandestinas no mercado negro internacional.
Contudo, apesar do volume de informações coletadas, nenhuma das 13 obras foi recuperada até o presente momento.
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O comportamento dos ladrões intriga os peritos, pois eles ignoraram alguns dos quadros mais valiosos da instituição Gardner. Essa mistura de planejamento estratégico com decisões aparentemente ilógicas gerou muitos becos sem saída para os policiais federais.
Esse enigma persistente contribui para que o caso nunca seja esquecido pelos entusiastas de mistérios reais.
A história ganhou um novo capítulo de popularidade com o lançamento da série documental produzida pela gigante Netflix.
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No Brasil, a produção foi batizada como O maior roubo de arte de todos os tempos e atraiu multidões. O documentário revisita o crime e expõe como a investigação parou devido à falta de provas sólidas.
Atualmente, o museu ainda oferece 10 milhões de dólares para quem apresentar fatos que levem à recuperação das obras.
Eles mantêm a esperança de que as telas retornem em boas condições de conservação para suas molduras originais. Até que isso aconteça, o mistério de 1990 permanece como uma ferida aberta na história cultural mundial.