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Astrônomos da NASA e especialistas em biologia alertam: o 'apagão' solar de agosto não será apenas um espetáculo visual, mas um choque para o reino animal
Em 12 de agosto de 2026, o planeta testemunhará um eclipse solar total que transformará a tarde em uma noite / Paulo Pinto/Agência Brasil
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O mundo está prestes a entrar em um "modo noturno" artificial em plena luz do dia. Em 12 de agosto de 2026, o planeta testemunhará um eclipse solar total que transformará a tarde em uma noite profunda e repentina. Enquanto a humanidade prepara seus óculos de proteção, a natureza já começa a dar sinais de estranhamento.
De acordo com dados da NASA e do observatório European Southern Observatory (ESO), este será um dos eventos astronômicos mais marcantes da década. O fenômeno ocorre quando a Lua bloqueia totalmente a luminosidade solar em uma faixa específica do planeta. O resultado é uma queda brusca de temperatura e a aparição da "coroa solar", um halo de luz que só surge durante a escuridão total.
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O maior mistério, entretanto, não reside no céu, mas na terra. Estudos recentes mostram que esse "apagão" desregula o relógio biológico dos animais de forma drástica. Pássaros param de cantar e buscam abrigo, acreditando que o dia terminou. Abelhas interrompem a polinização e retornam às colmeias em massa, desorientadas pela súbita falta de radiação ultravioleta.
Biólogos explicam que essa reação ocorre porque a luz solar é o principal gatilho para a liberação de hormônios como a melatonina na vida selvagem. Um eclipse total simula o fim de um dia em questão de segundos, criando um estado de confusão aguda na fauna. Animais noturnos, como morcegos e corujas, podem ser enganados pela escuridão e sair para caçar no meio da tarde.
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O "caminho da totalidade", onde a escuridão será absoluta, passará pela Groenlândia, Islândia e Espanha. Milhões de turistas já esgotam as reservas nesses locais para vivenciar os minutos de blackout. Especialistas reforçam que animais de estimação também podem demonstrar ansiedade durante o fenômeno, sendo recomendável observar o comportamento de cães e gatos, que funcionam como verdadeiros sensores biológicos.