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Moda no litoral, dar água de coco para o cachorro pode ser 'mimo' perigoso

Segundo profissional, quando a bebida é ingerida em grandes quantidades, pode causar questões como diarreia, vômitos, desequilíbrio eletrolítico, entre outros

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 07/01/2026 às 14:18

Atualizado em 08/01/2026 às 08:07

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Com as altas temperaturas, cães precisam de água fresca e sombra constante para evitar desidratação e hipertermia. Freepik
Com as altas temperaturas, cães precisam de água fresca e sombra constante para evitar desidratação e hipertermia. Freepik
Água de coco não substitui a água potável: em excesso, pode causar vômitos, diarreia e desequilíbrio eletrolítico nos pets. Freepik
Água de coco não substitui a água potável: em excesso, pode causar vômitos, diarreia e desequilíbrio eletrolítico nos pets. Freepik
Passeios com animais devem ser evitados nos horários mais quentes do dia, principalmente por causa do calor do asfalto. Freepik
Passeios com animais devem ser evitados nos horários mais quentes do dia, principalmente por causa do calor do asfalto. Freepik
Gatos sofrem mais em ambientes fechados e abafados; manter a casa ventilada é essencial no verão. Freepik/@jcomp
Gatos sofrem mais em ambientes fechados e abafados; manter a casa ventilada é essencial no verão. Freepik/@jcomp
Animais de pequeno porte, como aves e roedores, são ainda mais sensíveis ao calor e exigem atenção redobrada dos tutores. Freepik
Animais de pequeno porte, como aves e roedores, são ainda mais sensíveis ao calor e exigem atenção redobrada dos tutores. Freepik

Água de coco não substitui a água potável: em excesso, pode causar vômitos, diarreia e desequilíbrio eletrolítico nos pets / Freepik

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Com o calor do verão, muitas pessoas levam seus bichinhos de estimação para passear na praia e oferecem até mesmo água de coco para hidratá-los. Porém, segundo o veterinário a domicílio, Dr. Pedro Filetti, quando ingerida em grandes quantidades, a bebida pode se tornar prejudicial e causar efeitos adversos em animais

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Ainda conforme o veterinário, isso se deve em consequência do excesso de açúcares e de potássio, considerando que a água de coco contém aproximadamente 300mg do mineral por copo. 

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"Em grandes quantidades, a água de coco pode causar problemas. O excesso de açúcares e, principalmente, de potássio pode levar a diarreia, vômitos e desequilíbrio eletrolítico, o que pode deixar o animal fraco e indisposto", explica. 

Do mesmo modo, o doutor menciona que não existe uma quantidade considerada "segura" ao consumo. Tudo pode depender das características dos animais em questão:

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"Não existe uma quantidade exata e segura definida, porque isso varia muito conforme o porte, o peso e a condição de saúde do animal. De forma geral, a água de coco, se oferecida, deve ser apenas um pequeno complemento. Para cães de pequeno porte, alguns goles já são suficientes. Para cães médios ou grandes, uma pequena quantidade, algo em torno de algumas colheres ou poucos goles, no máximo, de forma ocasional".

Filetti também destaca que a água de coco não pode ser substituída pela água potável, visto que essa é essencial aos seres vivos. 

Cuidados com animais no verão

Devido às altas temperaturas no verão, Filetti reforça que cuidados específicos com animais são essenciais para garantir sua saúde e bem-estar. Ele também menciona que, caso medidas não sejam realizadas devidamente, isso pode resultar em fatores prejudiciais aos bichinhos. 

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"O calor intenso pode causar desidratação, insolação e hipertermia nos animais. Em casos mais graves, pode levar à queda de pressão, falência de órgãos, convulsões e até risco de morte, especialmente em filhotes, idosos, animais obesos ou com problemas respiratórios e cardíacos".

Além de citar cuidados considerados fundamentais, o veterinário também aponta possíveis sinais de risco à saúde animal que devem ser amplamente observados:

"Os tutores devem manter os pets em locais frescos e ventilados, oferecer água limpa e fresca constantemente e evitar passeios nos horários mais quentes do dia. Os sinais de risco incluem respiração ofegante intensa, salivação excessiva, fraqueza, vômitos, desorientação, gengivas muito vermelhas ou arroxeadas e dificuldade para se manter em pé".

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Outras medidas apresentadas pelo profissional incluem: 

  • Manter os pets em locais com sombra, água fresca e bem ventilados;
  • Evitar exposição ao sol

Todavia, Filetti deixa claro que esses aspectos dependem de características dos animais e até mesmo de suas espécies.

"Esses cuidados variam conforme o animal. Cães exigem atenção com passeios e o calor do asfalto, enquanto gatos sofrem mais em ambientes fechados e abafados. Animais menores, como aves e roedores, são ainda mais sensíveis ao calor".

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Erros comuns de tutores

Graças às características de diferentes animais, é fundamental que se tenha atenção até mesmo a pequenos detalhes. Entretanto, o especialista relata que muitos tutores acabam cometendo erros em relação à criação de pets, e que esses devem ser corrigidos. 

 "Os erros mais comuns são passear com o pet em horários inadequados, deixá-lo em ambientes quentes ou dentro de carros, achar que só oferecer água é suficiente e não observar sinais de sofrimento. Muitos tutores também acreditam que o animal está acostumado ao calor, o que não é verdade".

Ademais, os alimentos oferecidos a animais são elementos imprescindíveis e que podem apresentar grande impacto - seja esse positivo ou negativo - à saúde.

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"Algumas frutas podem ser oferecidas aos cães como petisco ocasional, como banana, maçã sem sementes, melancia sem sementes e mamão. Sempre em pequenas quantidades. Já alimentos como uva, passa, abacate, cebola, alho, chocolate, café, álcool e comidas temperadas ou salgadas não devem ser oferecidos, pois podem causar intoxicação", finaliza. 

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