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Megaobra vai recriar praia e deixá-la do tamanho de centenas de estádios de futebol no litoral

Para viabilizar o projeto, são utilizados sedimentos retirados de áreas marítimas próximas, as chamadas jazidas submarinas

Agência Diário

Publicado em 03/04/2026 às 21:00

Atualizado em 03/04/2026 às 21:05

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Projeto vai além da estética e altera o equilíbrio natural de toda a faixa costeira / Imagem gerada pelo Gemini/IA

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A maior obra de alargamento de praia do Brasil atualmente já começou a mudar a dinâmica de três balneários ao mesmo tempo, ao redistribuir a areia de forma desigual entre os trechos atendidos. O projeto, realizado em Itapoá (SC), utiliza milhões de metros cúbicos de sedimentos e já altera o desenho da orla da Figueira do Pontal até o Centro.

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Na prática, a intervenção não apenas amplia a faixa de areia, mas redefine como ela se distribui entre as praias. Isso faz com que áreas como a região da Avenida Beira-Mar recebam mais volume, enquanto outras passam por mudanças diferentes, criando um novo equilíbrio costeiro que impacta diretamente o mercado imobiliário local.

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Uma obra que vai além da ampliação

O alargamento acontece ao longo de vários quilômetros de extensão e funciona como um sistema integrado. Em vez de atuar em um único ponto, a obra interfere em toda a faixa litorânea conectada, impactando praias vizinhas e bairros como o Jardim da Barra ao mesmo tempo.

Essa redistribuição muda características importantes, como a largura da areia, o comportamento das ondas, fator que preocupa surfistas locais, e até a forma como o mar interage com a costa.

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O alargamento acontece ao longo de vários quilômetros de extensão e funciona como um sistema integrado / Divulgação
O alargamento acontece ao longo de vários quilômetros de extensão e funciona como um sistema integrado / Divulgação
Em vez de atuar em um único ponto, a obra interfere em toda a faixa litorânea conectada, impactando praias vizinhas e bairros como o Jardim da Barra ao mesmo tempo / Divulgação
Em vez de atuar em um único ponto, a obra interfere em toda a faixa litorânea conectada, impactando praias vizinhas e bairros como o Jardim da Barra ao mesmo tempo / Divulgação
Essa redistribuição muda características importantes, como a largura da areia, o comportamento das ondas, fator que preocupa surfistas locais / Divulgação
Essa redistribuição muda características importantes, como a largura da areia, o comportamento das ondas, fator que preocupa surfistas locais / Divulgação
Para viabilizar o projeto, são utilizados sedimentos retirados de áreas marítimas próximas / Imagem gerada pelo Gemini/IA
Para viabilizar o projeto, são utilizados sedimentos retirados de áreas marítimas próximas / Imagem gerada pelo Gemini/IA

De onde vem a areia

Para viabilizar o projeto, são utilizados sedimentos retirados de áreas marítimas próximas, as chamadas jazidas submarinas. Esse material é transportado pela draga holandesa e depositado ao longo da orla, aumentando significativamente a faixa de areia em determinados trechos.

O volume movimentado, equivalente a centenas de estádios de futebol, é suficiente para transformar completamente a paisagem, colocando a obra catarinense entre as maiores já realizadas no país nesse tipo de intervenção.

Vale lembrar que essa não é a única obra curiosa do tipo no estado de Santa Catarina.

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Impactos na dinâmica do litoral

Além da estética e do turismo, o alargamento interfere diretamente no funcionamento natural da costa. A nova distribuição da areia pode alterar correntes marítimas, formação de ondas e o avanço do mar em diferentes pontos, especialmente em áreas de ressaca.

Esses efeitos não ficam restritos a um único local e tendem a se espalhar por áreas próximas, já que o litoral entre o Porto de Itapoá e os limites com o Paraná funciona como um sistema interligado.

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