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Com estimativas de até 18 metros de comprimento, essa criatura era capaz de triturar ossos de baleias com uma mordida
O Megalodonte está sempre presente em produções de ficção, mas estaria ele ainda vivo nos oceanos? / Imagem ilustrativa/Gemini
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O oceano é o último grande mistério da Terra, com mais de 80% de seu território ainda inexplorado. Essa vastidão alimenta uma das perguntas mais frequentes em buscadores: seria possível o Megalodonte, o maior tubarão que já existiu, ainda estar escondido em algum lugar do abismo? Embora o cinema adore essa ideia, a geologia e a biologia marinha têm uma resposta definitiva e fascinante.
O Otodus megalodon não era apenas um "tubarão-branco maior". Ele foi o predador alfa absoluto dos mares entre 23 e 3,6 milhões de anos atrás. Com estimativas de até 18 metros de comprimento (três vezes o tamanho de um tubarão-branco médio) e dentes do tamanho de uma mão humana, essa criatura era capaz de triturar ossos de baleias com uma mordida de 18 toneladas de pressão.
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Se ele era tão poderoso, por que desapareceu? A ciência aponta que o Megalodonte foi vítima de uma mudança drástica no clima e na cadeia alimentar. Com o resfriamento dos oceanos e o surgimento de competidores ágeis, como as primeiras orcas, o gigante perdeu seu habitat de águas quentes e suas presas principais. O registro fóssil é claro: não há dentes "novos" de Megalodonte há pelo menos 3 milhões de anos.
A teoria popular de que ele estaria escondido na Fossa das Marianas esbarra em leis biológicas básicas. O Megalodonte era um animal de águas rasas e temperadas. As profundezas abissais são gélidas, possuem pressões esmagadoras e, acima de tudo, não têm comida suficiente (como grandes baleias) para sustentar um animal de 60 toneladas. Um predador desse porte deixaria marcas em carcaças ou seria detectado por sonares modernos.
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Embora a ideia de um monstro pré-histórico espreitando a escuridão seja perfeita para o entretenimento, a realidade é que o Megalodonte deixou de existir muito antes dos primeiros seres humanos caminharem sobre a Terra. O que resta hoje são seus dentes fossilizados — alguns encontrados inclusive na costa brasileira — que servem como lembrete de que, por mais poderoso que um predador seja, ele não é páreo para as mudanças do próprio planeta.