Médico que viu criatura do caso ET de Varginha em 1996 quebra silêncio: como era o ser e por que ele esperou 30 anos para contar

Neurocirurgião Ítalo Venturelli descreve ser de olhos lilases, crânio em gota e pele clara dentro do Hospital Humanitas, e revela o medo que o calou por três décadas

Médico que teve contato com a criatura relevou, após 30 anos, tudo o que ele viu naquela sala fria do Hospital Humanitas

Médico que teve contato com a criatura relevou, após 30 anos, tudo o que ele viu naquela sala fria do Hospital Humanitas - Imagem gerada com o auxílio de IA / Diário do Litoral

O neurocirurgião Ítalo Venturelli passou três décadas carregando uma história que preferiu guardar para si. Em janeiro de 2026, aos 30 anos do caso que colocou Varginha (MG) no mapa mundial da ufologia, ele decidiu falar. E o que disse reacendeu um dos maiores mistérios já registrados no Brasil.

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Venturelli não era um curioso qualquer. Ele era o neurocirurgião de plantão no Hospital Humanitas na noite de 20 de janeiro de 1996, mesma data em que três jovens (as irmãs Liliane e Valquíria Silva e Kátia Andrade Xavier) afirmaram ter visto uma criatura estranha num terreno baldio do bairro Jardim Andere.

Segundo o médico, ele foi chamado por um colega para ver “algo diferente” numa sala do hospital. Lá dentro, encontrou um ser deitado atrás de um biombo improvisado.

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“Eu olhei e pensei em síndromes neurológicas. Conheço umas 500. Mas não era nenhuma. Não era humano”, disse Venturelli em entrevista ao canal Inteligência Ltda., em junho de 2026.

O que o médico viu dentro do hospital

O relato de Venturelli é minucioso. Ele descreve uma criatura de aproximadamente 1,20 metro, com cabeça grande e alongada em formato de gota, braços finos e pele clara, quase meio tom acinzentado, nada verde ou marrom como circularam nos boatos da época.

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Os olhos, segundo ele, não eram vermelhos. Eram lilases claros, que ele comparou aos da atriz Elizabeth Taylor. O nariz era apenas um risco fino. A boca, pequena.

“Ele olhou para mim calmo, tranquilo. Sem cheiro ruim, sem nada de demoníaco como descreveram depois. Na primeira vez olhei como médico: ‘Tá sangrando? Tá respirando?’ Estava bem”, contou.

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Venturelli diz que ficou entre 2 e 3 minutos na sala. Não tocou no ser, mas afirma que houve uma troca silenciosa. “Ele falou ‘tá’ quando perguntei se estava tudo bem. E quando ele me olhou de novo, quem estava me examinando era ele, não eu. Parecia que entendia tudo que eu falava.”

Veja abaixo a entrevista completa do médico no canal Ambiente de Conhecimento:

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O filme, os pontos cirúrgicos e a pressão intracraniana

Um dos pontos mais intrigantes do depoimento envolve um filme que o médico teria assistido antes de ver a criatura. Nele, apareciam instrumentos cirúrgicos como um porta-agulha e uma cuba rim, equipamentos usados em procedimentos neurológicos.

Venturelli acredita que o ser pode ter recebido pontos cirúrgicos na cabeça, possivelmente para aliviar uma pressão intracraniana elevada. Ele descarta a versão de que teria sido instalada uma válvula, já que o material disponível na sala improvisada era limitado.

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“Eu acredito que ele tenha dado alguns pontos na criatura”, afirmou.

Essa informação se conecta com outro detalhe: no conto de ficção científica que Venturelli escreveu em 2023, intitulado “O Conto Universal”, ele descreve criaturas com três protuberâncias na cabeça, os tais “chifres” mencionados por outras testemunhas, que funcionariam como receptores sensoriais, similares aos usados por animais que navegam pelo campo magnético terrestre.

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O medo do ridículo e o preço do silêncio

Por que esperar 30 anos para contar? A resposta de Venturelli é direta: medo do ridículo e represálias profissionais.

“Passava por ridículo. Perdia até o emprego”, disse. Ele revelou que, mesmo entre colegas médicos, o assunto era evitado. O diretor dos dois hospitais da cidade na época, Adilson Zier Leate (já falecido), sabia de tudo mas também nunca falou publicamente.

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O preconceito não era só profissional. Uma das jovens que viu a criatura se separou do marido porque a cidade inteira dizia que ela estava grávida do ET. O próprio prefeito de Varginha, à época, fez piada pública dizendo que “o ET tinha comido todo mundo”.

“O problema são os religiosos, que acham que a gente está inventando coisa. Como é que eu posso falar que era um anjo se eu nunca vi anjo?”, refletiu o neurocirurgião.

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A teoria do “homem do futuro”

Um detalhe curioso veio de uma entrevista que Venturelli concedeu à TV Fuji, do Japão. Segundo ele, os jornalistas japoneses não classificaram a criatura como extraterrestre, mas como “o homem do futuro”.

A explicação deles fazia sentido dentro da lógica evolutiva: o ser humano caminha para ter uma cabeça maior (mais cérebro) e braços mais finos (menos esforço físico). A alimentação cada vez mais pastosa reduziria a necessidade de mandíbulas fortes.

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“Tudo que eu falava, eles olhavam entre si e diziam: ‘É o homem do futuro'”, contou Venturelli.

O caso que não se encerra

Três décadas depois, o Caso ET de Varginha segue sem uma explicação conclusiva. Em 2026, o assunto ganhou novo fôlego com o documentário “O Mistério de Varginha”, exibido pelo Fantástico (TV Globo), e com a participação do médico em conferências internacionais nos Estados Unidos.

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Venturelli, que hoje mantém a rotina de neurocirurgião e ainda enfrenta olhares desconfiados na cidade, resume sua posição com uma frase simples: “Eu sei o que eu vi.”

Fontes: Entrevista do Dr. Ítalo Venturelli ao canal Inteligência Ltda. (YouTube, junho/2026), G1 — Fantástico (janeiro/2026), G1 Sul de Minas (janeiro/2026), TV Alterosa Sul de Minas, TV Fuji (Japão), documentário “O Mistério de Varginha”.