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Encanador industrial do Rio Grande do Norte convive com transtornos em cadastros e formulários, mas encara identidade única com bom humor
Casado e pai, tornou-se uma figura conhecida na cidade justamente pela singularidade do nome / Reprodução/Youtube/Câmera Record
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Pronunciar corretamente pode ser um desafio, mas o nome existe e está oficialmente registrado. Em Macau, no Rio Grande do Norte, vive Charlingtonglaevionbeecheknavare dos Anjos Mendonça, considerado dono de um dos nomes mais extensos já registrados no país, com 32 letras apenas no primeiro nome. No dia a dia, porém, ele é conhecido simplesmente como “Chacha”.
Encanador industrial, ele relata que o tamanho incomum da identificação já causou diversos transtornos burocráticos.
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Em alguns casos, teve dificuldades para emitir documentos, atualizar cadastro em órgãos públicos e preencher formulários eletrônicos, que frequentemente não comportam tantos caracteres, exigindo abreviações.
Apesar da atenção que o nome desperta, Chacha afirma que sempre levou a situação com naturalidade. Segundo ele, na infância não sofreu zombarias e hoje encara o assunto com leveza.
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Casado e pai, tornou-se uma figura conhecida na cidade justamente pela singularidade do nome.
A origem da escolha permanece indefinida até para a própria família. Ele acredita que o pai pode ter se inspirado em nomes de figuras históricas, como Che Guevara e Juscelino Kubitschek, embora não exista uma explicação clara sobre a composição final.
Dados de associações ligadas a cartórios mostram que o Brasil já registrou diversas combinações curiosas ao longo dos anos, incluindo nomes como Aeronauta Barata, Maria-você-me-mata e Rocambole Simionato.
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A legislação brasileira não estabelece uma lista de nomes proibidos, mas determina que oficiais de registro podem recusar aqueles que exponham a pessoa ao ridículo ou possam causar constrangimento futuro. Em situações controversas, a decisão pode ser levada à Justiça.
Mesmo com a fama do nome incomum e os obstáculos administrativos, o morador de Macau segue preferindo o apelido simples pelo qual todos o conhecem — uma forma prática de lidar com uma identidade que dificilmente passa despercebida.