O Ministério do Meio Ambiente divulgou uma lista com municípios em estado de emergência devido ao risco de queimadas, e a região de Itapetininga, no interior de São Paulo, concentra grande parte das cidades afetadas.
Ao todo, 32 municípios da região foram classificados como áreas de risco, exigindo atenção redobrada das autoridades e da população.
De acordo com o ministério, as mudanças climáticas têm intensificado a ameaça de incêndios florestais, tornando necessárias medidas preventivas.
Uma portaria foi publicada para facilitar ações de alerta e resposta nos locais mais atingidos, com previsão de um período crítico de seca que deve se estender até outubro.
32 cidades em risco na região de Itapetininga
Entre os municípios que entraram para a lista de áreas de risco estão Alambari, Angatuba, Boituva, Capão Bonito, Cerquilho, Itapetininga, Itapeva, Pereiras, Taquarituba e Tatuí. Segundo os dados, as cidades enfrentam um tempo cada vez mais seco, com umidade relativa do ar abaixo de 30% em muitas delas.
Em Pereiras, por exemplo, a umidade chegou a apenas 22% na última quinta-feira (6).
Balanço de queimadas reforça preocupação
O Corpo de Bombeiros registrou um aumento significativo nas ocorrências de incêndios nas últimas 48 horas na região. Foram contabilizados:
- 8 incêndios em Tatuí;
- 5 em Piraju;
- 4 em Itapetininga;
- 4 em Boituva;
- 2 em Avaré;
- 2 em Capão Bonito;
- 2 em Itapeva.
Grande parte dos focos de incêndio tem origem em queimadas provocadas por moradores que ateiam fogo em terrenos e entulhos como forma de limpeza.
A prática, além de ilegal, representa um risco sério para áreas verdes e unidades de preservação ambiental, que acabam atingidas pelas chamas.
Medidas e prevenção
Com a previsão de meses de clima seco e baixa umidade, as autoridades reforçam o pedido de colaboração da população para evitar queimadas e denunciar qualquer atividade suspeita.
A portaria publicada pelo Ministério do Meio Ambiente visa aprimorar a resposta dos órgãos de fiscalização e garantir maior precisão nas previsões meteorológicas, permitindo ações mais rápidas no combate aos incêndios.
