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Descubra por que a Praia do Cassino, no Rio Grande do Sul, é a maior do mundo pelo Guinness e entenda os desafios de atravessar seus 254 km de extensão
Uma praia brasileira é reconhecida desde 1994 pelo Guinness World Records como a maior do planeta. / Divulgação/CRAM-FURG
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Uma praia brasileira é reconhecida desde 1994 pelo Guinness World Records como a maior do planeta. Localizada ao sul do país, a Praia do Cassino é tão extensa que levaria 12 dias de caminhada para cruzá-la inteira.
Localizada no Rio Grande do Sul, são cerca de 254 quilômetros contínuos, que ligam o município de Rio Grande até o Chuí, na fronteira com o Uruguai. Em alguns trechos, a largura chega a 200 metros, criando uma paisagem quase infinita.
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Localizada no Rio Grande do Sul, são cerca de 254 quilômetros contínuos, que ligam o município de Rio Grande até o Chuí. Reprodução/Copernicus Data Space EcosystemEm condições ideais, o tempo de travessia pode variar bastante de acordo com o ritmo de caminhada. Segundo a British Heart Foundation, uma pessoa com excelente condicionamento físico pode caminhar a cerca de 6,4 km/h.
A organização The Ramblers indica que o ritmo costuma ser mais próximo de 4 km/h. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças também apontam que a velocidade média de caminhada varia entre 4 km/h e 6,4 km/h.
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Considerando essas médias, atravessar os 254 quilômetros da praia exigiria cerca de 40 a 60 horas de caminhada contínua. Na prática, a travessia é muito mais desafiadora. Fatores como areia fofa, vento constante e sol intenso reduzem o ritmo e aumentam o desgaste físico. Ao dividir o percurso em jornadas diárias de aproximadamente 8 horas, o tempo total pode variar entre 8 e 12 dias.
Escreva a legenda aquiO que torna a travessia difícil é o próprio ambiente. Grande parte da praia é isolada, sem estrutura turística, sem sinal de celular e praticamente sem pontos de apoio. Por lá, não é raro encontrar dunas extensas, aves migratórias, leões-marinhos e pinguins.
A jornada costuma começar nos Molhes da Barra, em Rio Grande, uma estrutura de pedras que avança cerca de 4,3 quilômetros mar adentro. No local, visitantes podem andar em vagonetas movidas à vela.
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Por lá, não é raro encontrar dunas extensas, aves migratórias, leões-marinhos e pinguins. Divulgação/CRAM-FURGOutro ponto marcante é o navio Altair, encalhado desde 1976, que se transformou em uma espécie de cartão-postal da praia. Ao longo do percurso, encontram-se dunas costeiras e a vegetação nativa.