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Também conhecido como eclipse lunar total, um alinhamento entre planetas faz com que o tom escarlate do satélite natural seja visível, dando a impressão que está 'ensanguentado'
O alinhamento total entre Sol, Terra e Lua faz com que o satélite natural adquira uma tonalidade avermelhada ao atravessar a sombra do planeta / Unsplash/Yu Kato
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Você provavelmente já deve ter notado em filmes a chamada "Lua de Sangue". Neles, o satélite fica avermelhado ao ponto de parecer que está sangrando, mas isso não é algo restrito à ficção. Na realidade, a ocorrência consiste em um fenômeno que pode ser explicado cientificamente.
No próximo mês, em 3 de março, um eclipse lunar total chamará a atenção de cientistas e pesquisadores ao redor do mundo. O evento astronômico será resultado do alinhamento perfeito entre o Sol, a Terra e a Lua.
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Embora o fenômeno não seja visível em todas as regiões do planeta, este próximo evento poderá ser observado nas Américas, no Oceano Pacífico, na Ásia Oriental e na Oceania.
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Um eclipse lunar total ocorre quando a Lua se desloca para a região interna da sombra do nosso planeta, denominada umbra. Em consequência, a luz solar que passa pela atmosfera terrestre atinge a superfície do satélite, que filtra a maior parte da coloração azul e o ilumina com uma pigmentação visualmente escarlate.
Contudo, o episódio só acontece em ocasiões muito específicas. Para isso, é necessário que a Lua esteja na fase cheia e haja um alinhamento preciso entre o Sol, a Terra e o satélite, cobrindo o disco lunar com a sombra do nosso planeta.
Geralmente, o evento sucede aproximadamente duas vezes por ano, sendo visível em diferentes hemisférios dependendo da época.
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No Brasil, o próximo eclipse será parcialmente visível, favorecendo as regiões Norte e Centro-Oeste. Já nas regiões Sul e Sudeste, só será possível observar a fase penumbral.
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Esta é uma dúvida comum e os conceitos são frequentemente confundidos. Na realidade, a diferença depende dos alinhamentos astronômicos que geram resultados distintos:
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*O texto contém informações dos portais ND Mais, National Geographic e Personare