A paralisação de trabalhadores da limpeza urbana já começa a refletir diretamente no dia a dia da população de Santos. Durante a madrugada, moradores relataram ruas com lixo acumulado e um aumento visível na presença de ratos em diferentes bairros da cidade.
Com sacos de lixo espalhados pelas calçadas e sem recolhimento, o ambiente se torna propício para a proliferação de roedores. Moradores relatam que, além do mau cheiro, a presença de ratos tem sido cada vez mais frequente, principalmente durante a noite e nas primeiras horas da manhã.
Alta infestação no brasil
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil possui, em média, cinco ratos por habitante. Em grandes centros urbanos, como São Paulo, essa proporção pode chegar a 10 roedores por pessoa.
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Com o lixo acumulado, esse cenário tende a se agravar rapidamente, já que os animais encontram condições ideais para alimentação e reprodução.
Números mostram o tamanho do problema
Os dados ajudam a dimensionar o impacto da presença de ratos em ambientes urbanos:
- Em apenas seis meses, dois ratos consomem cerca de 14 kg de comida
- Nesse mesmo período, produzem aproximadamente 5,5 litros de urina e 25 mil cíbalas de fezes
A capacidade de reprodução também impressiona. Uma única fêmea de camundongo pode ter até 10 gestações por ano, com duração média de 19 dias. Cada ninhada gera de 6 a 7 filhotes, o que significa que um único casal pode originar até 5 mil descendentes em um ano.
Risco à saúde pública
A presença de ratos está diretamente ligada à transmissão de doenças como leptospirose, hantavirose e salmonelose. O contato com água ou superfícies contaminadas por urina e fezes representa um risco significativo, principalmente em períodos de chuva.
