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'Levanta-te e andas': O 'milagre' da cientista brasileira que está fazendo tetraplégicos caminharem

Sem chips ou promessas vazias, a Dra. Tatiana Coelho de Sampaio usa a biologia para reconectar medulas e reescrever destinos

Jeferson Marques

Publicado em 14/02/2026 às 16:37

Atualizado em 14/02/2026 às 18:43

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A Drª Tatiana ajuda paciente tetraplégico a ficar de pé, enquanto todos ao redor os aplaudem / Imagem ilustrativa/IA - Gemini

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Para milhões de brasileiros, as palavras "Levanta-te e andas" representam o ápice da fé no impossível. Mas, nos laboratórios da UFRJ, esse comando sagrado acaba de ganhar uma tradução científica que está emocionando o mundo. Pelas mãos da Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, o que muitos chamariam de milagre tornou-se o fruto de 30 anos de uma dedicação brilhante e silenciosa.

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Ao desenvolver a Polilaminina — uma proteína revolucionária que reconecta o que a medicina julgava perdido — a pesquisadora brasileira não desafia a crença, mas honra o dom da inteligência humana para aliviar o sofrimento. O resultado é histórico: vidas que estavam presas ao silêncio da paralisia estão, literalmente, dando os seus primeiros passos rumo a uma nova jornada de liberdade.

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Foram praticamente 30 anos de estudos e dedicação / IA
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Tatiana passava dezenas de horas semanais estudando / IA
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De tanto ouvir "não vai dar certo", ela ficava triste e isolada por muitos dias / IA
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Até que o milagre começa a acontecer / IA
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O segredo guardado em um frasco

Dra. Tatiana, formada em Ciências Biológicas pela UFRJ e com pós-doutorados nos Estados Unidos e na Alemanha, dedicou sua vida ao estudo da matriz extracelular. Ela descobriu que a Polilaminina, uma proteína que ela mesma polimerizou a partir de moléculas encontradas no corpo humano (e presente na placenta), poderia funcionar como um andaime.

O conceito é poético: quando a medula se rompe, o caminho entre o cérebro e o corpo vira um abismo. A invenção de Tatiana funciona como uma ponte, uma "cola" que convida os nervos a crescerem novamente, cruzando o vazio que a medicina dizia ser intransponível.

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O "não" que virou combustível

A trajetória não foi perfumada. Tatiana enfrentou o ceticismo de uma ciência que trata lesões medulares como sentenças definitivas. Enquanto o mundo olhava para tecnologias bilionárias de chips, ela apostava na biologia pura e na resiliência nacional.

Foram anos de noites mal dormidas e o desafio constante de financiar uma pesquisa de ponta em um país que nem sempre valoriza seus gênios. Mas Tatiana, que dorme apenas seis horas por noite e se recusa a ter redes sociais porque "prefere a vida real", nunca tirou os olhos do laboratório.

Além da ciência: A mulher que ama a rua

O que torna a narrativa de Tatiana memorável é a sua humanidade. Chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular na UFRJ, ela é a prova de que a genialidade não precisa de isolamento. Mãe de dois filhos e madrinha de uma jovem órfã que acolheu em casa, ela vive entre o rigor da pesquisa e a paixão pela vida real.

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"Viver sempre será minha primeira opção", costuma dizer. E é essa fome de vida que ela devolveu a pacientes como Bruno Freitas, que após anos de silêncio do pescoço para baixo, voltou a sentir o controle do próprio corpo.

Por que o mundo parou para ouvi-la?

O feito da Dra. Tatiana Coelho de Sampaio em 2026 é o ápice de uma ciência feita com alma e persistência mineira. Ela não apenas criou um medicamento; ela destruiu a palavra "impossível". Ao ver um paciente tetraplégico levantar-se sozinho após o tratamento, o Brasil não viu apenas um avanço médico — viu o triunfo de uma mulher que nunca aceitou que o fim era o fim.

*Nota de autoridade: O estudo clínico de fase 1 da Polilaminina já conta com o aval da Anvisa e a parceria do laboratório Cristália, colocando o Brasil como o epicentro da regeneração neural no mundo.

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