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Diferente das espécies nativas, como a lagartixa-verde, que prefere a discrição dos muros externos, a lagartixa-africana se adaptou perfeitamente ao concreto
A lagartixa-de-parede, que você vê todas as noites perto da lâmpada, atravessou o Atlântico vinda da África / Getty Images
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Ela não é brasileira, não paga aluguel e, tecnicamente, é uma colonizadora. A lagartixa-de-parede (Hemidactylus mabouia), que você vê todas as noites perto da lâmpada, atravessou o Atlântico vinda da África e realizou uma das ocupações territoriais mais bem-sucedidas da história urbana.
Hoje, ela atua como um mercenário biológico, eliminando pragas domésticas em troca de abrigo sob o seu telhado.
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Diferente das espécies nativas, como a lagartixa-verde, que prefere a discrição dos muros externos, a lagartixa-africana se adaptou perfeitamente ao concreto.
Vantagem Territorial: Elas são agressivas com outras espécies de lagartos, garantindo o domínio dos melhores pontos de caça (as lâmpadas).
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Visão de Combate: Seus olhos são projetados para a penumbra, permitindo que elas identifiquem o movimento de uma mariposa ou barata a metros de distância antes de um ataque fulminante.
A presença desse réptil em sua sala é, na verdade, um indicador de eficiência ecológica. Elas funcionam como um filtro sanitário:
Dieta Estratégica: Alimentam-se de mosquitos (incluindo o Aedes aegypti), pequenas baratas e mariposas.
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Segurança Química: Ao contrário de venenos e sprays, as lagartixas fazem o controle de pragas sem deixar resíduos tóxicos no ambiente.
Inofensivas ao "Hospedeiro": Apesar da aparência, elas não possuem veneno e o risco de transmissão de doenças para humanos é praticamente nulo.
Dica do editor: Pesquisa afirma que inseto comum nas casas pode ser um aliado contra bactéria letal.
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As casas brasileiras são o "resort" ideal para esses animais. O calor retido nas paredes e nos telhados durante o dia mantém o metabolismo delas ativo à noite.
Além disso, a luz elétrica funciona como uma armadilha perfeita, atraindo o banquete direto para a boca do predador.
Embora muitas culturas associem a lagartixa à sorte, a ciência prefere o termo "equilíbrio". Expulsar ou matar uma lagartixa é, na prática, abrir as portas para que insetos reais ocupem o espaço.
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Elas não estão ali por amizade, mas por uma simbiose perfeita: você oferece o teto e a luz; elas garantem que você não seja acordado pelo zumbido de um pernilongo.