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Fotógrafo e estudante de teatro, António Loureiro utiliza o voluntariado e o trabalho sazonal para tentar bater o recorde de português mais jovem a visitar todos os países do globo até 2028
António Loureiro já visitou 30 países e quer se tornar o português mais jovem a conhecer todas as nações do mundo antes dos 25 anos / Freepik
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António Loureiro, um jovem de 22 anos, despertou em si um desejo diferente do roteiro tradicional: conhecer todos os países do mundo antes dos seus 25 anos de idade.
Nascido em Espinho, Portugal, António já conseguiu visitar 30 países desde 2024. Com a meta ousada e o prazo bem apertado, o jovem já percorreu boa parte da Europa e também destinos na América Latina.
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Mais do que acumular carimbos no passaporte, ele diz buscar experiências que o coloquem frente a frente com a realidade de cada lugar.
Para tornar o projeto viável, António encontrou no voluntariado uma alternativa ao turismo convencional.
Pela plataforma Worldpackers, troca algumas horas de trabalho por hospedagem e alimentação. Com experiência em quintas e trato com animais, ele costuma se envolver em atividades rurais.
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Foi assim que viveu uma das experiências mais marcantes da jornada: um rancho de cavalos na Croácia, onde a rotina no campo substituiu qualquer roteiro turístico.
Em outros destinos, como a República Checa, conseguiu passar dias sem gastar praticamente nada além da passagem aérea.
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Mas nem tudo são histórias leves. António já se perdeu no Deserto do Atacama, no Chile, e também precisou dormir na rua durante uma passagem por Luxemburgo. São episódios que ele não esconde. Pelo contrário, fazem parte do aprendizado que diz buscar.
Apesar de uma vida aventureira, António evita romantizar a própria trajetória. Ele reconhece que viajar pelo mundo não é algo acessível à maioria das pessoas.
Ter um passaporte português, considerado um dos mais fortes do mundo em termos de mobilidade internacional, facilita o acesso a dezenas de países sem necessidade de visto prévio. O financiamento das viagens vem do trabalho como fotógrafo, atividade que exerce quando está em Portugal.
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António organiza os ganhos de forma estratégica, aproveitando o maior poder de compra do euro em regiões como Sudeste Asiático, América Latina e partes da África.
Segundo o jovem, um único trabalho realizado na Europa pode bancar mais de um mês em países onde o custo de vida é mais baixo.
Ainda assim, faz questão de lembrar que grande parte da população mundial vive com menos de sete dólares por dia.
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O objetivo de António não se resume a completar um mapa. Ele quer se tornar fotojornalista e documentar zonas de crise e emergências humanitárias. Por isso, inclui no roteiro destinos pouco convencionais e regiões marcadas por conflitos.
A Nigéria está na lista, assim como países do Oriente Médio e a China. O objetivo é observar de perto as dinâmicas sociais e culturais, ir além das manchetes e confrontar estereótipos.
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A meta final está traçada para 2028. Até lá, António pretende concluir o périplo pela Europa, pelas Américas e por ilhas remotas do Pacífico.
Há também um desejo pessoal que funciona como combustível extra: tornar-se o português mais jovem a visitar todos os países do mundo.
Entre desafios logísticos, noites improvisadas e paisagens inesperadas, ele segue movido pela mesma urgência que sentiu aos 22 anos: a de ver o mundo com os próprios olhos.
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