Diário Mais
No século 19 a riqueza era tamanha que os barões não apenas construíam fazendas, eles importavam o que havia de mais moderno na Europa
O diferencial de Bananal hoje é o turismo sustentável e histórico / Wikipedia
Continua depois da publicidade
Se você pensa que já viu de tudo no interior paulista, Bananal guarda segredos que desafiam a lógica geográfica.
No século 19, quando a cidade detinha metade da produção de café do Brasil, a riqueza era tamanha que os barões não apenas construíam fazendas, eles importavam o que havia de mais moderno na Europa para o meio da Serra da Bocaina.
Continua depois da publicidade
O maior símbolo dessa excentricidade é a Estação Ferroviária de Bananal. Inaugurada em 1889, ela é a única em toda a América Latina construída integralmente com estrutura de ferro importada da Bélgica. Ver esse monumento é como tropeçar em um pedaço de Bruxelas cercado pelo verde da Mata Atlântica.
A prosperidade do ciclo do café financiou uma vida cultural pulsante que ainda ecoa nos edifícios preservados:
Continua depois da publicidade
Teatro Santa Cecília: Palco de grandes companhias que viajavam quilômetros para entreter a elite cafeeira.
Igreja Matriz: Um exemplo de opulência religiosa que servia como ponto de encontro da aristocracia imperial.
Dica do editor: Terra do peixe tucunaré: Miguelópolis une o melhor da pesca esportiva com a paz do interior de SP.
Continua depois da publicidade
Para quem prefere o contato com o chão de terra, o enfoque muda para a Trilha do Ouro. Caminhar por esses trechos da Mata Atlântica não é apenas um exercício físico; é seguir os passos dos tropeiros que transportavam as riquezas do Brasil Colônia.
O trajeto hoje é abraçado pela Estação Ecológica de Bananal, um santuário reconhecido pela UNESCO que protege o que restou de mais puro na nossa fauna e flora.
O diferencial de Bananal hoje é o turismo sustentável e histórico. Muitas fazendas não são apenas museus frios; são espaços vivos onde é possível vivenciar o cotidiano do Império, entender o impacto social daquela época e observar como a natureza retomou seu espaço entre os casarões de pedra e cal.
Continua depois da publicidade