No fim de 2025, o governo da Inglaterra anunciou a probição do cozimento de lagostas vivas, como parte de um conjunto de medidas voltadas ao bem-estar animal. / Imagem gerada por IA
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No fim de 2025, o governo da Inglaterra anunciou a probição do cozimento de lagostas vivas, como parte de um conjunto de medidas voltadas ao bem-estar animal.
Segundo especialistas, ferver crustáceos ainda vivos “não é um método aceitável” de abate. O governo divulgou orientações com alternativas consideradas mais humanas, como o atordoamento elétrico ou o resfriamento prévio em gelo ou ar frio antes do preparo.
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A medida se baseia em uma legislação introduzida em 2022, ainda sob o governo conservador, que reconheceu invertebrados, como polvos, caranguejos e lagostas, como seres sencientes, ou seja, capazes de sentir dor.
Entidades como a Crustacean Compassion defendem que o método tradicional causa sofrimento intenso por vários minutos. Para especialistas, a proibição representa um avanço importante no tratamento ético desses animais.
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A prática de cozinhar lagostas vivas já é proibida em países como Suíça, Noruega e Nova Zelândia.
A proibição de cozinhar lagostas vivas integra um pacote mais amplo de medidas do Partido Trabalhista voltadas ao bem-estar animal, que inclui mudanças significativas tanto na criação quanto no tratamento de diferentes espécies.
Entre as propostas estão o fim do uso de gaiolas para galinhas e porcas, o combate à criação intensiva de filhotes, prática frequentemente criticada por priorizar lucro em detrimento das condições dos animais, além da abertura de uma consulta pública para avaliar a proibição de coleiras de choque em cães.
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O plano também prevê a adoção de métodos mais humanitários no abate de peixes de cultivo, reforçando a intenção do governo de atualizar legislações consideradas ultrapassadas e reduzir práticas vistas como cruéis em toda a cadeia de produção animal.
Além disso, o pacote endurece regras sobre caça, incluindo a proibição de atirar em lebres durante o período reprodutivo e o fim da chamada “caça por trilha”, prática em que cães seguem rastros artificiais.