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As negociações, que envolvem leilões e vendas diretas, partem de valores próximos a R$ 4 milhões, podendo chegar a R$ 10 milhões
A Ilha das Cabras é uma das mais belas do litoral de São Paulo / Imagem realista e ilustrativa/IA
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O sonho de ter uma ilha deserta para chamar de sua está disponível no mercado — ao menos para quem dispõe de alguns milhões na conta bancária. A Ilha das Cabras, situada estrategicamente em frente à Praia da Enseada, no Guarujá (SP), voltou a movimentar o mercado imobiliário de luxo ao ser anunciada para venda.
As negociações, que envolvem leilões e vendas diretas, partem de valores próximos a R$ 4 milhões, podendo chegar a R$ 10 milhões dependendo da plataforma e das condições de pagamento.
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O imóvel "flutuante" chama a atenção não apenas pela exclusividade, mas pela localização privilegiada. Diferente de ilhas remotas, ela está a poucos minutos de navegação da costa urbana, sendo visível para quem frequenta a região do Tortuga.
A propriedade conta com aproximadamente 45 mil metros quadrados de área total, cobertos predominantemente por Mata Atlântica nativa. O terreno acidentado e a vegetação densa garantem privacidade absoluta, transformando o local em um refúgio natural isolado, mas próximo da civilização. Atualmente, o acesso é feito exclusivamente por embarcações (barcos ou jet-skis) ou helicóptero, não havendo píer de grande porte instalado.
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Apesar do glamour, a compra envolve complexidades jurídicas. Pela Constituição Brasileira, ilhas costeiras são propriedade da União. Na prática, o comprador não adquire a terra, mas sim o direito de ocupação (aforamento). Isso significa que o novo "dono" precisará pagar taxas anuais à Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e respeitar rigorosíssimas leis ambientais. A construção de grandes resorts ou complexos hoteleiros é praticamente inviável devido à preservação da mata, sendo permitidos apenas projetos de baixo impacto e manutenção de estruturas pré-existentes.
O preço inicial pedido pela ilha gera curiosidade no setor imobiliário, pois equivale ao valor de um apartamento de alto padrão na orla de Pitangueiras ou Astúrias. Especialistas alertam, no entanto, que o custo real da ilha não está na compra, mas na logística de manutenção, que exige transporte marítimo para tudo — desde o abastecimento de água potável até a coleta de lixo.