Debate sobre jovens no mercado de trabalho ganha força e expõe custos da exclusão, da escassez de mão de obra e da perda de competitividade para empresas brasileiras / (Foto: Pexels)
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O debate sobre a presença da Geração Z no mercado de trabalho ganhou força após a repercussão de um anúncio de emprego na Suíça que excluía explicitamente candidatos mais jovens.
Embora o caso tenha sido corrigido pela empresa responsável, o episódio expôs uma discussão que já vinha crescendo em outros países, inclusive no Brasil: o custo real de afastar uma geração inteira dos processos de contratação.
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Em um cenário de disputa por profissionais em áreas como tecnologia, finanças e serviços, especialistas em gestão de pessoas alertam que restringir o acesso de jovens talentos pode agravar a escassez de mão de obra qualificada.
Para as empresas, isso significa menos opções de contratação e maior dificuldade para formar equipes capazes de acompanhar mudanças tecnológicas e de mercado.
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O impacto não é apenas simbólico: ele aparece na rotina, nos prazos e, principalmente, nos resultados.
Um dos efeitos mais imediatos de ambientes que não dialogam com as expectativas da Geração Z é o aumento da rotatividade.
Quando jovens profissionais não encontram espaço para desenvolvimento, feedback ou perspectivas de crescimento, a troca de emprego tende a ser mais rápida.
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Cada desligamento gera custos com novos processos seletivos, treinamentos e adaptação, além de afetar o ritmo de trabalho das equipes.
Esse movimento também influencia a produtividade. Projetos são interrompidos, conhecimento se perde e gestores precisam dedicar mais tempo à reposição de pessoal do que ao planejamento estratégico.
Soma-se a isso o choque em torno de como medir desempenho: enquanto muitos modelos ainda priorizam presença e controle, parte dos jovens profissionais valoriza metas claras, entregas mensuráveis e maior autonomia.
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A distância entre essas visões costuma resultar em desengajamento e queda de desempenho.
Além dos impactos internos, há um efeito direto sobre a imagem das empresas.
Organizações percebidas como pouco abertas às novas gerações tendem a enfrentar dificuldades para atrair talentos de diferentes perfis e idades.
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Em mercados competitivos, como o de São Paulo, isso pode significar perder espaço para concorrentes mais adaptáveis.
No médio e longo prazo, a resistência à mudança compromete a capacidade de inovar e responder a novas demandas.
Para especialistas, o caminho mais eficiente não é excluir, mas ajustar lideranças, processos e expectativas.
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A conta de ignorar a Geração Z tende a aparecer não só no orçamento, mas também na competitividade e nos resultados das empresas.