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Idoso de 80 anos abriu mão da modernidade para viver em uma casa de argila com fogão a lenha

Sua vida rústica e sozinha exigem alguns esforços físicos que muitos jovens de 30 ou 40 anos, talvez, não suportasse, como buscar água em um velho poço

Jeferson Marques

Publicado em 02/02/2026 às 13:22

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Milan, de 80 anos, na frente da sua casa de argila, onde mora sozinho / Reprodução/YouTube/@felipesenayoutuber

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Esta é uma daquelas histórias que parecem saídas de um filme, mas que acontecem no interior da Sérvia, onde o tempo parece ter decidido parar para que a simplicidade tomasse seu espaço. Aos 80 anos, Milan Mladenović escolheu um estilo de vida que desafia a modernidade, vivendo completamente sozinho em uma casa de argila construída há mais de um século. Sem os luxos da vida urbana, ele mantém uma rotina rústica onde cada tarefa básica exige esforço físico, desde o preparo das refeições em um fogão a lenha até a busca diária de água em um poço, provando que a felicidade pode estar na simplicidade mais extrema.

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Aqui não há celulares, notebook e nem TV à cabo / Gemini
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A distração é passear pela floresta e apreciar a paisagem / Gemini
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A comida é cuidadosamente preparada em um fogão a lenha / Gemini
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Água encanada? Nem pensar, é preciso buscá-la no poço / Gemini
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Uma casa feita de argila, com a natureza em volta e sem modernidades ou tecnologias / Gemini
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O guardião de uma herança de barro

A residência de Milan é um testemunho vivo da arquitetura tradicional, erguida com lama e palha há 105 anos. Enquanto o mundo ao redor se transformou com concreto e tecnologia, as paredes de argila da pequena casa continuam firmes, oferecendo o isolamento térmico que ele precisa para enfrentar os invernos rigorosos da região. Para o idoso, a estrutura não é apenas um abrigo, mas uma conexão direta com o passado e com uma forma de viver que está desaparecendo rapidamente da Europa.

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A rotina entre o fogo e o poço

A vida no campo exige uma disciplina que poucos jovens suportariam hoje em dia. Sem água encanada, a manhã de Milan começa com a caminhada até o poço, onde ele retira manualmente o recurso necessário para beber e se limpar. Na cozinha, o cenário é igualmente nostálgico, pois o coração da casa é um antigo fogão a lenha. É ali que ele prepara suas refeições com paciência, transformando o ato de cozinhar em um ritual de sobrevivência e gratidão, longe da pressa dos micro-ondas e aplicativos de entrega.

O silêncio como melhor companhia

Apesar de viver em isolamento, Milan não demonstra amargura ou solidão profunda. Ele encontrou no silêncio da natureza uma paz que muitos buscam em centros de meditação caros. Sua rotina é ditada pelo ciclo do sol e pelas necessidades da terra, mostrando que a mente humana pode se adaptar e florescer mesmo sem os estímulos constantes das redes sociais e da conectividade. Ele se tornou uma figura lendária em sua comunidade, um símbolo de resistência contra o consumo desenfreado.

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A sabedoria de quem precisa de pouco

Ao observar a trajetória deste homem de 80 anos, percebe-se que sua longevidade está ligada à atividade constante e à ausência de estresse moderno. Milan não se preocupa com boletos digitais ou atualizações de software, mas sim com a qualidade da lenha e o nível da água no poço. Sua casa de 105 anos é o seu castelo, e sua vida é um lembrete poderoso de que, no fim das contas, a essência humana reside no contato com os elementos básicos da vida: terra, fogo, água e o tempo para apreciá-los.

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