Diário Mais
Batizado de Cloud-9, o objeto é uma concentração gigante de gás que nunca formou estrelas e é mantido unido apenas pela gravidade
O telescópio Hubble e o "fantasma" invisível de matéria escura / Imagem ilustrativa/IA
Continua depois da publicidade
O universo é geralmente estudado através da luz — o brilho de estrelas, galáxias e explosões cósmicas. No entanto, astrônomos utilizando o Telescópio Espacial Hubble acabam de confirmar a existência de algo que desafia essa regra: um "fantasma cósmico". Batizado tecnicamente de Cloud-9, o objeto é uma nuvem de gás gigantesca que, diferentemente de tudo o que conhecemos, permaneceu nas sombras, oculta dos nossos olhos até agora.
A Cloud-9 é um mistério para a astronomia tradicional. Normalmente, quando grandes quantidades de gás se acumulam no espaço, a gravidade faz com que esse material colapse e acenda, dando nascimento a novas estrelas. Mas isso não aconteceu aqui.
Continua depois da publicidade
Segundo os dados revelados pelo Hubble, esta estrutura é uma concentração massiva de gás que não emite luz própria. Ela flutua no cosmos como uma entidade "morta" ou adormecida. O que impede que ela se disperse no vácuo é a presença maciça de matéria escura — a substância misteriosa que compõe a maior parte da massa do universo, mas que não interage com a luz. É como se fosse um "esqueleto" invisível segurando a nuvem unida.
A característica mais intrigante da Cloud-9 é a sua "esterilidade". A uma distância segura das galáxias vizinhas, ela permaneceu intocada por bilhões de anos. Os cientistas explicam que, embora tenha massa suficiente para formar uma galáxia anã, ela nunca iniciou o processo de formação estelar.
Continua depois da publicidade
Essa falha em "acender" torna a Cloud-9 uma relíquia rara. Ela funciona como um fóssil do universo primitivo, oferecendo aos pesquisadores uma chance única de observar como a matéria se comportava antes de ser "contaminada" pelos processos explosivos de nascimento e morte de estrelas. É uma fotografia pura dos ingredientes básicos do cosmos.

Objeto observado pelo telescópio Hubble / Nasa, ESA
Continua depois da publicidade
A descoberta, divulgada com base nas observações do Hubble e repercutida por portais especializados como o Click Petróleo e Gás e Aventuras na História, é um marco científico. Até hoje, a existência dessas nuvens escuras e isoladas era prevista apenas em simulações de computador e modelos teóricos de reionização cósmica.
Encontrar a Cloud-9 no mundo real confirma que o universo está repleto de estruturas "silenciosas" que influenciam a evolução das galáxias, mesmo sem emitirem um único fóton de luz. Para a ciência, é a prova definitiva de que, para entender o cosmos, não basta olhar para o que brilha; é preciso caçar o que se esconde no escuro.
*Fonte da informação: Aventuras na História.
Continua depois da publicidade