Homem que queria atravessar o oceano no menor barco do mundo, que mede 1m², desiste em 2 dias

Aventura ousada terminou em resgate no Canadá e deixou para trás um dos projetos mais inusitados da navegação moderna

Após dois dias no mar, velejador que sonhava quebrar um recorde histórico precisou pedir socorro e viu seu micro barco desaparecer (Foto: Reprodução)

Após dois dias no mar, velejador que sonhava quebrar um recorde histórico precisou pedir socorro e viu seu micro barco desaparecer (Foto: Reprodução)

A tentativa de atravessar o Atlântico em um barco menor que muitas poltronas durou menos de dois dias. O inglês Andrew Bedwell, de 52 anos, precisou pedir ajuda à guarda costeira canadense após enfrentar problemas técnicos em sua embarcação de apenas 1,2 metro de comprimento.

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O resgate foi rápido e aconteceu ainda próximo da costa do Canadá. No entanto, enquanto o aventureiro voltou em segurança para terra firme, o pequeno barco acabou abandonado no mar, encerrando de forma inesperada um sonho cultivado durante anos.

Poucos navegadores ousariam enfrentar mais de 3,5 mil quilômetros de oceano em condições tão extremas. Ainda assim, Bedwell acreditava que poderia entrar para a história ao superar um recorde que parecia intocável desde o século passado.

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Sonho interrompido pelo mar

Andrew Bedwell partiu de St. John, no leste do Canadá, com um objetivo que parecia saído de um livro de aventuras. Seu plano era navegar sozinho até a Inglaterra em um micro veleiro construído especialmente para a travessia.

O espaço interno era tão reduzido que ele não conseguia ficar em pé nem caminhar. Durante toda a viagem, precisava permanecer sentado e, nos momentos de descanso, acomodar-se em posição fetal dentro da pequena cabine.

Tudo corria conforme o planejado até que um problema técnico mudou o rumo da expedição. Diante do risco crescente, o navegador decidiu acionar o rádio e solicitar ajuda antes que a situação se tornasse ainda mais perigosa.

Resgate trouxe uma surpresa

A guarda costeira canadense chegou rapidamente ao local e retirou Bedwell da embarcação. Como ele ainda estava relativamente perto da costa, a operação ocorreu sem complicações e terminou sem ferimentos.

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O que o aventureiro não esperava era que apenas ele fosse resgatado. Seu desejo era que o barco fosse rebocado para terra firme, permitindo reparos e uma nova tentativa de travessia em um futuro próximo.

Nas redes sociais, Bedwell lamentou o desfecho. “Eu esperava poder fazer pequenos reparos no barco e zarpar novamente, mas, infelizmente, não foi possível”, escreveu. Sem a embarcação, ele admitiu que dificilmente voltará a perseguir o mesmo objetivo.

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Obsessão antiga

Essa não foi a primeira vez que o inglês tentou desafiar o Atlântico. Há cerca de três anos, ele iniciou uma jornada semelhante, mas também precisou abandonar o projeto poucas horas após a partida devido a problemas enfrentados no mar.

Na ocasião, o fracasso não diminuiu seu entusiasmo. Pelo contrário, Bedwell promoveu modificações na embarcação e voltou a investir tempo e recursos para transformar em realidade aquilo que chamava de sonho de vida.

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Antes da nova tentativa, ele resumiu sua filosofia com uma frase que chamou atenção. “Existem duas coisas certas na vida. Você nascer e, depois, morrer. Mas, no meio disso, há um intervalo de tempo, e eu quero preenchê-lo com o máximo de aventuras possíveis”, revela nas redes sociais,

Disputa histórica inspirou a tentativa

A ideia nasceu após a leitura de um livro escrito pelo americano Hugo Vihlen, que cruzou o Atlântico nos anos 1980 em uma embarcação de pouco mais de 1,5 metro de comprimento.

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Na mesma época, o britânico Tom McNally também entrou para a história ao disputar sucessivos recordes com barcos cada vez menores. A rivalidade entre os dois fascinou gerações de aventureiros.

Bedwell queria superar ambos e estabelecer uma nova marca. No entanto, após duas tentativas frustradas, sua maior conquista talvez tenha sido justamente reconhecer os limites da aventura e voltar para casa em segurança.