Um dos casos mais marcantes aconteceu em 2021, na cidade de Tibau, no litoral da Costa Branca. / Reprodução
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Em tempos de defeso, período de proteção ambiental que segue até o fim de abril em diversas regiões do país, o consumo e a pesca do camarão entram em pauta. Mas, muito além das restrições, o crustáceo segue sendo um dos alimentos mais queridos do brasileiro e também protagonista de histórias curiosas que viralizam.
Um dos casos mais marcantes aconteceu em 2021, na cidade de Tibau, no litoral da Costa Branca. O pescador Gabriel Silva transformou sua própria casa em ponto turístico improvisado após capturar um camarão fora do comum.
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Moradores e curiosos passaram a visitar a residência de Seu Gabriel apenas para ver o crustáceo. ReproduçãoO animal media cerca de 50 centímetros e pesava impressionantes 408 gramas, um verdadeiro “gigante” para os padrões da espécie. Orgulhoso, o pescador brincou que havia quebrado o próprio recorde, já que, décadas antes, ainda nos anos 1970, havia pescado um exemplar menor.
A repercussão foi imediata. Moradores e curiosos passaram a visitar a residência de Seu Gabriel apenas para ver o crustáceo de perto. A movimentação foi tanta que ele mesmo comentou, em tom bem-humorado, que já não tinha mais sossego com tanta gente batendo à porta.
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Especialistas explicaram na época que o camarão capturado provavelmente era da espécie camarão gigante da Malásia, originária do sudeste asiático e introduzida no Brasil nos anos 1990 para criação em cativeiro. Com o tempo, alguns exemplares escaparam dos viveiros e conseguiram se adaptar a ambientes naturais, o que explica aparições incomuns como essa.
O pescador Gabriel Silva transformou sua própria casa em ponto turístico. ReproduçãoO período de defeso é uma medida essencial para a preservação de espécies marinhas, incluindo o camarão, bastante consumido no Brasil. Durante esse intervalo, a pesca é temporariamente proibida ou controlada para garantir que os animais consigam se reproduzir e manter o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.
No país, o defeso do camarão costuma ocorrer nos primeiros meses do ano, variando conforme a região, e segue até o fim de abril em diversos estados do Nordeste.
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Além de proteger a biodiversidade, o defeso também tem impacto social, já que muitos pescadores artesanais recebem um auxílio financeiro do governo durante esse período, conhecido como seguro-defeso.
A medida ajuda a evitar a sobrepesca e assegura que, ao fim da restrição, os estoques estejam recuperados, permitindo a continuidade da atividade pesqueira de forma sustentável e garantindo que o camarão siga sendo presença garantida na mesa dos brasileiros.