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Há 3 anos, temporal castigou o Litoral de São Paulo com 600 mm de chuva em 24 horas e 65 mortos

A chuva intensa ocorreu durante o feriado de Carnaval, quando a população da região estava elevada por conta do turismo

Isabella Fernandes

Publicado em 26/02/2026 às 11:01

Atualizado em 26/02/2026 às 11:57

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Em fevereiro de 2023, o Litoral Norte de São Paulo enfrentou o maior desastre climático já registrado na região / Vinicius Freitas/Governo do Estado de SP

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Em fevereiro de 2023, o Litoral Norte de São Paulo enfrentou o maior desastre climático já registrado na região. Entre os dias 18 e 19, volumes históricos de chuva atingiram cidades como São Sebastião, Ubatuba, Caraguatatuba e Ilhabela, provocando deslizamentos de terra, enchentes e um rastro de destruição.

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Volumes históricos

Em São Sebastião, município mais afetado, o acumulado ultrapassou 600 milímetros em 24 horas em alguns pontos, índice muito acima da média esperada para todo o mês de fevereiro. O volume é considerado um dos maiores já registrados no Brasil em um período tão curto.

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Rovena Rosa/Agência Brasil
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Vinicius Freitas/Governo do Estado de SP
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Rovena Rosa/Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil
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Prefeitura de São Sebastião
Prefeitura de São Sebastião

A chuva intensa ocorreu durante o feriado de Carnaval, quando a população da região estava elevada por conta do turismo. O solo encharcado e a geografia marcada por morros e encostas agravaram rapidamente a situação.

Bairros soterrados e rodovias bloqueadas

Deslizamentos atingiram principalmente áreas de encosta e comunidades mais vulneráveis. Casas foram soterradas durante a madrugada, deixando vítimas e pessoas desaparecidas. O número oficial de mortos chegou a 65, a maioria em São Sebastião.

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A Rodovia Rio-Santos foi interditada em diversos trechos devido à queda de barreiras, isolando bairros e dificultando o trabalho das equipes de resgate. Helicópteros, bombeiros, Defesa Civil e voluntários atuaram por dias na busca por sobreviventes.

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Milhares de moradores ficaram desalojados ou desabrigados, sendo encaminhados para abrigos emergenciais montados em escolas e ginásios.

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Mobilização e reconstrução

O Governo do Estado decretou estado de calamidade pública. Autoridades federais e estaduais visitaram a região nos dias seguintes, anunciando recursos para reconstrução de moradias e recuperação da infraestrutura.

Desde então, obras de contenção de encostas, construção de habitações populares e reforço no sistema de monitoramento climático passaram a integrar o plano de prevenção de desastres na região.

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