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O Boeing E-4B Nightwatch é um verdadeiro centro de comando voador, capaz de sobreviver a cenários extremos e manter comunicações globais quando o solo já não é mais uma opção
Desde sua criação, o Boeing E-4B Nightwatch permanece discreto, quase invisÃvel ao público / Reprodução/Wikipédia
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Imagine um avião que foi projetado para operar no dia do "fim do mundo". Calma... o mundo não vai acabar, mas este avião, que quase nunca aparece nas notÃcias, não carrega passageiros comuns e raramente é fotografado em detalhes existe: é o Boeing E-4B Nightwatch.
Ele não foi feito para vencer batalhas, mas sim para garantir que alguém ainda esteja no comando quando tudo dá errado. E-4B é um verdadeiro centro de comando voador, capaz de sobreviver a cenários extremos e manter comunicações globais quando o solo já não é mais uma opção.Â
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Desde sua criação, ele permanece discreto, quase invisÃvel ao público, mas em tempos de crise, acaba se tornando um centro nervoso do poder militar dos Estados Unidos. Um verdadeiro posto de comando voador, projetado para funcionar quando tudo mais falha.
E falando sobre "juÃzo final", saiba que uma geleira pode colapsar antes do previsto e existe um plano bilionário tenta reverter este cenário.
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Para começar, o E-4B pode ser reabastecido em voo, e isso torna o alcance do avião praticamente ilimitado. Ele também pode levar muitos suprimentos internamente, o que faz com que a tripulação e os ocupantes acabem não ficando tão limitados assim por conta de sua estrutura. Mas, claro, existe uma limitação e ninguém vai ficar voando para sempre.Â
O governo dos Estados Unidos deixa o avião sempre pronto pra missões de até 150 horas de voo. Ou seja, seis dias preparado para voar sem parar.
E como citamos a Arca de Noé anteriormente, um projeto busca revelar se de fato ela existiu e onde ela estaria após o dilúvio.
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Por dentro, esse avião é uma verdadeira cidade voadora. O seu deck principal é dividido em seis áreas funcionais: uma área de trabalho de comando, uma sala de conferência, sala de briefing, um centro de equipe de operações, área de comunicações e, claro, uma área para descanso.Â
Em uma missão completa, até 112 pessoas podem estar a bordo do E-4B. Cada espaço dele foi projetado para operar sob pressão extrema. O avião tem proteção completa contra pulsos eletromagnéticos que são capazes de inutilizar sistemas eletrônicos depois de uma explosão nuclear, por exemplo.Â
Então, para se proteger disso, todos os cabos do avião são blindados, os equipamentos são redundantes e até pode parecer algo irônico, mas muitos dos seus instrumentos são analógicos. Mantidos justamente como forma de redundância, pois caso dê um problema em todo o sistema eletrônico, ainda existirá um sistema analógico mecânico funcionando.Â
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E é por meio desse conjunto todo que o E-4B pode transmitir ordens de guerra, coordenar forças militares e integrar ações com autoridades civis.
O papel do E-4B não se limita a um cenário apocalÃptico, que até rendeu o apelido dele de "Doomsday Plane", ou o "Avião do JuÃzo Final".Â
Para garantir o apoio direto do presidente dos Estados Unidos, do secretário de Defesa e do Estado-Maior Conjunto, pelo menos uma das quatro unidades do E-4B permanece em alerta máximo 24 horas por dia, 7 dias por semana, em bases estrategicamente escolhidas.
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