Governo dá aval, e carros podem ter mudança importante já em 2026

Dados não mentem: como a ciência forçou a mudança na indústria automotiva

Tecnologia nem sempre é segurança: o debate que levou à proibição de maçanetas retráteis

Tecnologia nem sempre é segurança: o debate que levou à proibição de maçanetas retráteis | Freepik

A China avança para proibir maçanetas eletricamente retráteis em carros novos, em uma mudança que redefine prioridades de segurança. A partir de 2027, todos os veículos abrangidos pela norma deverão contar com dispositivos que funcionem sem depender de energia elétrica.

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A decisão encerra um período de testes, críticas e casos problemáticos envolvendo esse tipo de solução. Ao exigir redundância mecânica, o país busca eliminar um ponto de falha que se mostrou relevante em acidentes com veículos modernos.

Como funcionam e por que foram adotadas

As maçanetas retráteis operam com pequenos motores que fazem a peça sair da carroceria quando o usuário se aproxima ou aciona o comando. Visualmente, criam um aspecto mais limpo e alinhado às propostas de design minimalista.

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Essa combinação de estilo e promessa de melhoria aerodinâmica levou muitos fabricantes a adotar a tecnologia. Com o tempo, o recurso deixou de ser exclusividade de modelos de luxo e passou a aparecer em carros de diferentes segmentos.

O ponto de falha crítico

O ponto frágil está na dependência de energia elétrica para o funcionamento. Em colisões que danificam a rede do veículo, as maçanetas deixam de se mover, o que impede a abertura normal da porta pelo lado de fora e até por quem está dentro.

Em emergências, socorristas muitas vezes não conseguem acionar o mecanismo de forma intuitiva. Isso obriga o uso de ferramentas para romper vidros ou partes da carroceria, desperdiçando tempo em momentos de alta pressão.

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Documentação de riscos em 2024

Durante 2024, registros de problemas com maçanetas retráteis se tornaram mais frequentes. Motoristas relataram falhas em situações de colisão, dificuldades em climas frios e episódios em que as portas simplesmente não destravavam.

Casos envolvendo crianças com dedos presos e dificuldades de acesso em situações de emergência reforçaram a percepção de risco. Com base nessa experiência, autoridades aceleraram o processo para introduzir novas exigências de segurança.

Aviso de profissionais de salvamento

Equipes de resgate enfatizam que o primeiro passo em muitos atendimentos é abrir a porta do veículo acidentado. Quando isso não é possível, o procedimento fica mais lento, complexo e arriscado para todos os envolvidos.

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Essa preocupação foi registrada pela ADAC ao afirmar: “Na resgate de passageiros de um veículo envolvido em acidente, é fundamental que profissionais de primeiros socorros consigam abrir o automóvel de forma rápida e simples. Ainda mais importante é quando o veículo está em chamas. Maçanetas retráteis podem tornar essa tarefa consideravelmente mais complicada e demorada”.

Setor mais afetado pela mudança

A medida impacta diretamente fabricantes globais que apostaram nessa solução, como BMW, Ford, Jaguar, Hyundai, Mercedes-Benz e Tesla. Montadoras chinesas, que adotaram amplamente o sistema em seus elétricos, também precisam rever portfólios.

Isso significa reavaliar projetos de portas, investimentos em componentes e cronogramas de novos modelos. Na prática, a decisão chinesa obriga a indústria a reequilibrar a balança entre design e segurança.

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Soluções que combinam segurança e design

Para não abandonar totalmente o visual mais limpo, algumas fabricantes desenvolvem maçanetas embutidas com acionamento mecânico de emergência. Em caso de falha elétrica, a peça pode ser operada manualmente por dentro e por fora.

Há ainda projetos em que a maçaneta se projeta automaticamente quando sensores detectam colisão ou queda de energia. Essas abordagens procuram preservar o estilo sem abrir mão da funcionalidade essencial em situações de risco.

Estatísticas que justificam a ação

Testes de colisão lateral mostram que portas com maçanetas eletrônicas têm menor taxa de abertura após impactos. Em avaliações recentes, a taxa de sucesso ficou em torno de 67% para esse tipo de sistema.

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Já os veículos com maçanetas mecânicas tradicionais alcançaram cerca de 98% de sucesso na mesma condição. A diferença expressiva ajuda a sustentar a decisão de banimento e reforça a prioridade dada à segurança de motoristas e passageiros.