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Biquinho sutil e olhar distraído refletem a forma como a Geração Z se apresenta, expressa personalidade e cria pertencimento digital
Em 1955, a jaqueta de couro se tornou símbolo dos rebeldes sem causa; hoje, o biquinho toma conta e, pouco a pouco, se tornou símbolo de pertencimento / Ilustração gerada por IA/Freepik
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Em frente à câmera, o tempo parece desacelerar, e cada expressão se transforma em um pequeno manifesto de identidade. A Geração Z encontrou nas redes sociais e nas selfies uma linguagem própria. O “quase-biquinho”, com os lábios levemente erguidos e a parte inferior acompanhando despretensiosamente, como se a pessoa nem estivesse se esforçando para a foto, vem acompanhado de um olhar que raramente se fixa na lente.
Em 1955, a jaqueta de couro se tornou símbolo dos rebeldes sem causa; hoje, o biquinho toma conta e, pouco a pouco, se tornou símbolo de pertencimento.
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Para os mais velhos, o gesto pode parecer exagero ou uma pose forçada, enquanto os jovens a encaram com naturalidade; o ato é divertido e um modo de se afirmar em um mundo digital que exige presença constante e autenticidade.
Esse gesto sutil mostra como a nova geração aprendeu a lidar com câmeras, filtros e expectativas, construindo códigos visuais que diferenciam seus usuários de quem cresceu em um universo sem redes sociais.
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Enquanto os millennials buscavam o sorriso perfeito, os gestos exagerados ou o “duck face”, a Geração Z prefere transmitir naturalidade, mesmo quando cada detalhe da foto é cuidadosamente pensado. O biquinho comunica leveza, sutileza e personalidade sem parecer forçado.
Celebridades internacionais como Lily-Rose Depp, Hailey Bieber e Jenna Ortega se tornaram referências visuais dessa tendência, mas o gesto se espalhou rapidamente entre jovens comuns, que o reproduzem em selfies, vídeos para perfis pessoais e stories.
No TikTok, o biquinho é imitado, exagerado e até ironizado, evidenciando que a cultura visual da Geração Z se alimenta tanto da adesão quanto da brincadeira.
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O que, nesse caso, gera estranhamento para adultos se tornou um código de pertencimento, capaz de sinalizar humor, autenticidade ou irreverência em um único gesto. Entre os jovens, o biquinho é reconhecível e compartilhado, criando uma estética coletiva que vai muito além das celebridades.
No Brasil, o quase-biquinho se consolidou como expressão cotidiana entre adolescentes e jovens adultos.
Nas fotos do dia a dia, em festas, encontros de amigos ou passeios, o gesto é utilizado quase que de forma automática para demonstrar humor, confiança e espontaneidade sem precisar de palavras. Diferente da pose clássica das selfies anteriores, que priorizavam o sorriso perfeito ou a simetria, o biquinho transmite naturalidade e controle da própria imagem.
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Entre os jovens brasileiros, ele reforça um senso de pertencimento, enquanto provoca curiosidade ou estranhamento em quem não cresceu no universo digital. A prática demonstra que pequenas nuances podem ser poderosas na construção de identidade coletiva e estilo pessoal.
Ainda sobre mudanças comportamentais da nova geração, conheça o famoso olhar enigmático dos jovens e entenda sua razão de existir.
O contraste geracional é claro: o biquinho, para alguns adultos, é apenas exagero ou mania, enquanto para a Geração Z ele é forma de expressão e afirmação de identidade.
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Mais do que uma tendência estética, o gesto reflete como os jovens escolheram se apresentar em um mundo que valoriza presença digital, autenticidade e criatividade.
Pequenos detalhes como o quase-biquinho são capazes de comunicar humor, estilo e pertencimento, mostrando que esta geração construiu códigos próprios de comunicação visual, diferentes das normas anteriores, mas igualmente eficazes para estabelecer conexões e expressar personalidade.
Ainda sobre a Geração Z, entenda por que jovens são considerados menos inteligentes que a geração que os criou.
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