Diário Mais

Geração atual pode ser a 1ª a nunca chegar aos 100 anos e quebrar décadas de avanço na longevidade

Pesquisa foi divulgada pela revista americana PNAS, 'derrubando' o pensamento de que cada geração viveria mais em relação à antecedente

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 27/02/2026 às 14:04

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Embora as pessoas ainda vivam mais do que no século passado, o ritmo desse avanço diminuiu nas últimas décadas / Unsplash/Danie Franco

Continua depois da publicidade

A ideia de que as gerações mais antigas apresentavam maior tempo de vida é um pensamento comum. Todavia, um estudo divulgado na revista científica estadunidense PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences, Anais da Academia Nacional de Ciências) contradiz esse ponto. 

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

De acordo com a pesquisa, a média populacional dos indivíduos nascidos entre o período de 1939 até 2000 talvez não chegue a ser centenária. Especialistas analisaram dados em países ricos, apresentando, também, uma diminuição na longevidade.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• 'Usar fones Bluetooth é como colocar um micro-ondas na cabeça', diz especialista em longevidade

• O segredo da longevidade pode estar correndo nas veias dos brasileiros, revela a USP

• Não é só estilo de vida: 50% da sua longevidade já foi decidida antes de nascer, diz estudo

Além disso, cerca de 23 países foram analisados pela utilização de seis métodos diferentes. Todos tiveram os mesmos resultados: a expectativa de vida continua crescendo, mas em um ritmo lento e nem tão duradouro.

Por que isso está acontecendo?

"Nossos resultados indicam de forma robusta e consistente uma desaceleração da expectativa de vida por corte", escreveram os autores da pesquisa por meio de uma frase objetiva, mas extremamente preocupante.

Continua depois da publicidade

O cenário, no entanto, não piorou "de uma hora para outra", mas sim em um processo lento, envolvendo aspectos ancestrais. No passado, a cada geração, a média de longevidade aumentava cerca de 0,46 ao ano. Atualmente, essa taxa caiu de 37% a 52%, mudança que pode limitar a vida além dos 100 anos.

Do mesmo modo, os levantamentos incluem a média da população global. A "chegada" aos 100 anos pode continuar sendo um privilégio não tão visto frequentemente.

A desaceleração no aumento da expectativa de vida preocupa pesquisadores: embora as pessoas ainda vivam mais do que no século passado, o ritmo desse avanço diminuiu nas últimas décadas. Unsplash/Clément Falize
A desaceleração no aumento da expectativa de vida preocupa pesquisadores: embora as pessoas ainda vivam mais do que no século passado, o ritmo desse avanço diminuiu nas últimas décadas. Unsplash/Clément Falize
Embora as pessoas ainda vivam mais do que no século passado, o ritmo desse avanço diminuiu nas últimas décadas. Unsplash/Danie Franco
Embora as pessoas ainda vivam mais do que no século passado, o ritmo desse avanço diminuiu nas últimas décadas. Unsplash/Danie Franco
Embora chegar aos 100 anos continue sendo possível, especialistas alertam que a marca centenária deve permanecer como exceção, não como regra nas próximas décadas. Unsplash/alpay tonga
Embora chegar aos 100 anos continue sendo possível, especialistas alertam que a marca centenária deve permanecer como exceção, não como regra nas próximas décadas. Unsplash/alpay tonga
O futuro da longevidade depende cada vez mais de cuidados na infância e da prevenção precoce de doenças crônicas, segundo pesquisadores. Unsplash/Rod Long
O futuro da longevidade depende cada vez mais de cuidados na infância e da prevenção precoce de doenças crônicas, segundo pesquisadores. Unsplash/Rod Long
Estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences indica que gerações nascidas entre 1939 e 2000 dificilmente terão média de vida próxima aos 100 anos. Unsplash/Bruce Tang
Estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences indica que gerações nascidas entre 1939 e 2000 dificilmente terão média de vida próxima aos 100 anos. Unsplash/Bruce Tang

Motivos da desaceleração

Um dos principais fatores envolventes na desaceleração é o avanço contra a mortalidade infantil, que já chegou ao limite. Sem essa questão, constantemente apresentada no passado, o crescimento da longevidade perdeu força.

Continua depois da publicidade

O futuro da vida longa, agora, depende fundamentalmente da infância, seja pela prevenção de doenças crônicas desde cedo ou pela aplicação dos mecanismos do envelhecimento. Apenas os bons hábitos, além do acesso à saúde, já não são mais o suficiente. 

O Diário fez, inclusive, uma matéria explicando como as atividades físicas podem ser excelentes ao envelhecimento. Para acessá-la, basta clicar aqui.

Além dos próprios indivíduos, as políticas governamentais também terão de se adaptar à "nova realidade", visando mais saúde e qualidade de vida.

Continua depois da publicidade

Dados científicos

Entre 1971 e 2021, a expectativa de vida mundial saltou de 58 a 71 anos. O avanço foi expressivo, mas especialistas relatam que esse ritmo pode não continuar nas próximas gerações. 

Na França, as mulheres costumam viver, em média, 85,6 anos, enquanto os homens até os 80 anos. Apesar disso, a marca dos 100 anos ainda está longe.

Todavia, um aspecto positivo ao público feminino é que as mulheres tendem a viver mais anos com saúde. Ainda assim, a ciência destaca que chegar a idade centenária pode ser um feito raro no século 2021.

Continua depois da publicidade

*O texto contém informações do site PNAS

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software