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Com 2 mil exemplares emplacados, Cunha une a paixão pelo clássico da Volkswagen ao charme das montanhas e ateliês de cerâmica inspirados no Japão
Cunha mantém viva a paixão pelo Volkswagen Fusca / Imagem gerada por IA
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Em um cenário dominado por carros modernos e tecnológicos, existe uma pequena cidade na Serra da Mantiqueira que parece ter estacionado em uma propaganda da década de 70.
Localizada a cerca de 220 km da capital e a um "pulo" de Paraty pela Estrada Real, Cunha mantém viva a paixão pelo Volkswagen Fusca.
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O dado é impressionante: o município possui cerca de 2 mil Fuscas emplacados para uma população de pouco mais de 20 mil habitantes.
Na prática, é quase um Fusca para cada dez pessoas, o que rendeu à cidade o título carinhoso de "Capital Nacional do Fusca".
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A cidade tem o título carinhoso de "Capital Nacional do Fusca" / LG/Blog Vambora!Diferente de grandes centros, onde o modelo é peça de coleção guardada sob capas, em Cunha ele é o protagonista do dia a dia.
Não é raro ver o besouro da Volkswagen carregando lenha, estacionado na porta da padaria ou vencendo as ladeiras íngremes que desafiam carros modernos.
Esse vínculo afetivo gerou o Fuscunha, um evento que anualmente transforma as ruas montanhosas em um museu a céu aberto, atraindo entusiastas de todo o Brasil para celebrar a nostalgia sobre rodas.
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Mas nem só de asfalto vive o turismo local. Cunha guarda um segredo milenar em suas mãos. Antes mesmo dos portugueses, os indígenas Tamoios já moldavam o barro da região. No entanto, em 1975, um grupo de artistas revolucionou a técnica ao introduzir o modelo japonês de queima em alto-forno (Noborigama).
Hoje, com mais de 20 ateliês de "cerâmica de autor", a cidade é reconhecida internacionalmente pela sofisticação de suas peças. É o contraste perfeito: a rusticidade do Fusca cruzando com a delicadeza das obras de arte moldadas à mão.
A rusticidade do Fusca cruzando com a delicadeza das obras de arte moldadas à mão / Rosanetur/Wikimedia CommonsPara quem vive no litoral de São Paulo, Cunha surge como o destino de inverno ideal. Ao subir a serra de Paraty, o visitante troca a maresia pelo ar puro da montanha e o horizonte azul pelas curvas da Mantiqueira.
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É um lugar onde o passado não ficou para trás; ele continua circulando, todos os dias, em forma de arte e motor traseiro.