Empresa pediu devolução, ex-funcionário não devolveu e caso virou disputa judicial após transferência muito acima do salário / Pixabay
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Um funcionário chileno viveu um sonho inesperado ao receber um depósito milionário em sua conta bancária. O valor transferido pela empresa superava em 330 vezes o seu salário mensal habitual de forma totalmente errônea.
O caso ocorreu no Consórcio da Indústria Alimentar Chilena e gerou uma batalha jurídica intensa nos últimos anos. Após notar o erro, o trabalhador tomou uma decisão drástica que mudou completamente o rumo da sua vida.
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Diante de tal montante, o homem inicialmente concordou em devolver o dinheiro. Contudo, após alguns dias de reflexão, ele optou por pedir demissão e desaparecer com a quantia que havia sido depositada por engano.
Tudo começou em maio de 2022, quando o trabalhador percebeu o saldo de 165 milhões de pesos chilenos. Na época, essa quantia equivalia a cerca de 940 mil reais, um valor capaz de mudar o padrão de vida de qualquer pessoa.
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Imediatamente, a empresa notou a falha e entrou em contato com o funcionário para solicitar o estorno. Embora tenha prometido ir ao banco para resolver a questão, ele não cumpriu o acordo e cortou o contato com o antigo RH.
Além disso, a companhia decidiu processar o ex-colaborador por furto após ele se recusar a devolver os valores. O processo se arrastou até setembro de 2025, quando o tribunal de Santiago finalmente emitiu uma sentença oficial.
A defesa alegou que não houve interferência ou fraude no sistema por parte do empregado. Consequentemente, o tribunal retirou a queixa por entender que o depósito foi feito voluntariamente pela própria empresa, ainda que por erro.
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De acordo com os magistrados, o ato configura apenas uma “apropriação não autorizada”. No sistema jurídico chileno, esse tipo de conduta não é penalizado legalmente, o que impediu a condenação do homem ao regime fechado.
Dessa forma, o trabalhador evitou uma pena de um ano e meio de prisão e não terá registro criminal. No entanto, a empresa informou que buscará outras ferramentas legais para tentar recuperar o prejuízo milionário sofrido.
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