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Autoridades alertam que o fenômeno turbinado pelo aquecimento global deve encarecer as compras de supermercado e pressionar o sistema elétrico
El Niño pode fazer o preço dos alimentos subirem no 2º semestre em todo o Brasil / Tânia Rego/Agência Brasil
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O prato de comida mais caro, o risco real de a conta de luz subir ou de um apagão. Esse é o impacto direto que você deve sentir no bolso nos próximos meses. A confirmação do El Niño (que hoje passa dos 80%) não é apenas uma previsão do tempo para o fim de semana: ela colocou as principais autoridades climáticas e de infraestrutura do Brasil em alerta máximo.
Não se trata apenas de "mais calor". Cientistas do INMET e do Cemaden alertam que o El Niño deste ciclo chega turbinado pelo aquecimento global. O resultado prático é uma divisão drástica no mapa do país, castigando a economia de norte a sul, e um inverno com quase nenhuma onda de frio.
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O grande diferencial deste El Niño é que ele não está atuando sozinho. O planeta vem registrando recordes sucessivos de temperatura nos oceanos.
Quando o fenômeno se soma a essa realidade, as ondas de calor deixam de ser picos isolados e passam a durar semanas. O maior perigo está nas noites excessivamente quentes: sem o resfriamento noturno, o corpo humano não se recupera do estresse térmico do dia, sobrecarregando hospitais e aumentando o consumo de energia com ar-condicionado e ventiladores.
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Com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do CPTEC/INPE.