Pequeno, rochoso e inóspito, o arquipélago integra a chamada Amazônia Azul / Wikimedia Commons/john.vergari
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No meio do Atlântico Sul, a cerca de 1.200 quilômetros da costa de Vitória, no Espírito Santo, encontra-se o arquipélago de Martim Vaz, frequentemente chamado de “fim do Brasil”. O conjunto de ilhas marca o ponto mais oriental do território nacional e figura entre as regiões mais isoladas sob soberania brasileira.
Pequeno, rochoso e inóspito, o arquipélago integra a chamada Amazônia Azul, conceito utilizado pela Marinha para designar o vasto território marítimo do país, reconhecido tanto por sua relevância estratégica quanto pela enorme biodiversidade.
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Martim Vaz é formado por quatro pequenas ilhas de origem vulcânica ligadas geologicamente à Ilha da Trindade, situada mais a oeste.
Ambas fazem parte da cadeia submarina Vitória-Trindade, uma extensa sequência de montanhas submersas que se projeta do litoral capixaba em direção ao oceano profundo.
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Essa estrutura abriga ecossistemas marinhos raros, com recifes isolados e grande diversidade de espécies, incluindo peixes, tubarões e corais, sendo considerada uma das áreas oceânicas mais ricas do Atlântico Sul.
O isolamento extremo e a fragilidade ambiental fazem da região uma prioridade para conservação. O arquipélago está inserido em áreas protegidas e sob monitoramento permanente da Marinha do Brasil e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
O acesso é altamente controlado e restrito a embarcações autorizadas para atividades científicas ou operacionais, o que reduz significativamente o impacto humano sobre o ecossistema.
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Sem população residente, infraestrutura turística ou rotas regulares de visitação, Martim Vaz permanece praticamente intocado.
O difícil desembarque, as condições marítimas severas e o controle militar reforçam a reputação do arquipélago como um dos pontos mais remotos do país — um território onde o Brasil literalmente termina e o oceano começa.