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'Fim do Brasil': Localizado há 1.200 km da costa, quase ninguém conhece o lugar mais isolado do País

Isolado no meio do Atlântico, o arquipélago de Martim Vaz é o ponto mais remoto do país

Luna Almeida

Publicado em 26/02/2026 às 21:40

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Pequeno, rochoso e inóspito, o arquipélago integra a chamada Amazônia Azul / Wikimedia Commons/john.vergari

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No meio do Atlântico Sul, a cerca de 1.200 quilômetros da costa de Vitória, no Espírito Santo, encontra-se o arquipélago de Martim Vaz, frequentemente chamado de “fim do Brasil”. O conjunto de ilhas marca o ponto mais oriental do território nacional e figura entre as regiões mais isoladas sob soberania brasileira.

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Pequeno, rochoso e inóspito, o arquipélago integra a chamada Amazônia Azul, conceito utilizado pela Marinha para designar o vasto território marítimo do país, reconhecido tanto por sua relevância estratégica quanto pela enorme biodiversidade.

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Como é o arquipélago

Martim Vaz é formado por quatro pequenas ilhas de origem vulcânica ligadas geologicamente à Ilha da Trindade / Reprodução/YouTube
Martim Vaz é formado por quatro pequenas ilhas de origem vulcânica ligadas geologicamente à Ilha da Trindade / Reprodução/YouTube
O arquipélago está inserido em áreas protegidas e sob monitoramento permanente da Marinha do Brasil / Reprodução/YouTube
O arquipélago está inserido em áreas protegidas e sob monitoramento permanente da Marinha do Brasil / Reprodução/YouTube
Essa estrutura abriga ecossistemas marinhos raros, com recifes isolados e grande diversidade de espécies / Reprodução/YouTube
Essa estrutura abriga ecossistemas marinhos raros, com recifes isolados e grande diversidade de espécies / Reprodução/YouTube
O acesso é altamente controlado e restrito a embarcações autorizadas / Reprodução/YouTube
O acesso é altamente controlado e restrito a embarcações autorizadas / Reprodução/YouTube
O isolamento extremo e a fragilidade ambiental fazem da região uma prioridade para conservação / Reprodução/YouTube
O isolamento extremo e a fragilidade ambiental fazem da região uma prioridade para conservação / Reprodução/YouTube
Pequeno, rochoso e inóspito, o arquipélago integra a chamada Amazônia Azul / Wikimedia Commons/john.vergari
Pequeno, rochoso e inóspito, o arquipélago integra a chamada Amazônia Azul / Wikimedia Commons/john.vergari

Martim Vaz é formado por quatro pequenas ilhas de origem vulcânica ligadas geologicamente à Ilha da Trindade, situada mais a oeste. 

Ambas fazem parte da cadeia submarina Vitória-Trindade, uma extensa sequência de montanhas submersas que se projeta do litoral capixaba em direção ao oceano profundo.

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Essa estrutura abriga ecossistemas marinhos raros, com recifes isolados e grande diversidade de espécies, incluindo peixes, tubarões e corais, sendo considerada uma das áreas oceânicas mais ricas do Atlântico Sul.

Área estratégica e protegida

O isolamento extremo e a fragilidade ambiental fazem da região uma prioridade para conservação. O arquipélago está inserido em áreas protegidas e sob monitoramento permanente da Marinha do Brasil e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

O acesso é altamente controlado e restrito a embarcações autorizadas para atividades científicas ou operacionais, o que reduz significativamente o impacto humano sobre o ecossistema.

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Sem população residente, infraestrutura turística ou rotas regulares de visitação, Martim Vaz permanece praticamente intocado. 

O difícil desembarque, as condições marítimas severas e o controle militar reforçam a reputação do arquipélago como um dos pontos mais remotos do país — um território onde o Brasil literalmente termina e o oceano começa.

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