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Fenômeno natural faz seres emitirem luz própria em meio à escuridão e cria show noturno

Um dos efeitos mais fascinantes da natureza, essa adaptação biológica não serve apenas para iluminar o caminho, mas também funciona como uma estratégia de sobrevivência

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 06/02/2026 às 15:02

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Na escuridão absoluta do fundo do mar, algumas espécies desenvolveram a bioluminescência como estratégia essencial para sobreviver, se comunicar e caçar / Unsplash/James Jeremy Beckers

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O fundo do mar abriga espécies fascinantes que, muitas vezes, nem a ciência consegue compreender totalmente. Contudo, você sabia que há certas criaturas marinhas capazes de brilhar mesmo na escuridão absoluta? Isso não é mágica, mas o resultado de reações químicas complexas e extremamente eficientes.

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O mais impressionante é que essa característica não serve apenas para guiar esses seres; ela é, simultaneamente, um recurso de sobrevivência, comunicação e até de predação.

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Como essa 'luz' é originada?

Tudo começa com dois elementos: uma molécula chamada luciferina e uma enzima conhecida como luciferase. Quando entra em contato com a enzima, a luciferina torna-se capaz de emitir luz visível. Esse fenômeno é a bioluminescência — ou seja, a luz produzida diretamente por organismos vivos.

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Além disso, essa reação química não ocorre apenas em espécies marinhas: ela também faz parte de outras criaturas conhecidas, como vaga-lumes, fungos e bactérias. Durante o processo de criação da luz, a energia liberada não gera calor excessivo, o que preserva a integridade física desses animais.

Na escuridão absoluta do fundo do mar, algumas espécies desenvolveram a bioluminescência como estratégia essencial para sobreviver, se comunicar e caçar. Unsplash/James Jeremy Beckers
Na escuridão absoluta do fundo do mar, algumas espécies desenvolveram a bioluminescência como estratégia essencial para sobreviver, se comunicar e caçar. Unsplash/James Jeremy Beckers
Dependendo do habitat e da necessidade, a bioluminescência pode apresentar tons azulados ou esverdeados, com intensidades ajustáveis. Unsplash/Smit Patel
Dependendo do habitat e da necessidade, a bioluminescência pode apresentar tons azulados ou esverdeados, com intensidades ajustáveis. Unsplash/Smit Patel
A interação entre a molécula luciferina e a enzima luciferase permite que organismos vivos emitam luz visível, sem gerar calor excessivo. Unsplash/Daniela Turcanu
A interação entre a molécula luciferina e a enzima luciferase permite que organismos vivos emitam luz visível, sem gerar calor excessivo. Unsplash/Daniela Turcanu
Embora muito associado ao fundo do mar, a bioluminescência também está presente em vaga-lumes, fungos e bactérias, revelando a eficiência desse mecanismo na natureza. Unsplash/David Clode
Embora muito associado ao fundo do mar, a bioluminescência também está presente em vaga-lumes, fungos e bactérias, revelando a eficiência desse mecanismo na natureza. Unsplash/David Clode
O brilho observado em animais marinhos não serve apenas para iluminar, mas também funciona como ferramenta de defesa, atração de presas e comunicação entre espécies. Unsplash/David Clode
O brilho observado em animais marinhos não serve apenas para iluminar, mas também funciona como ferramenta de defesa, atração de presas e comunicação entre espécies. Unsplash/David Clode

Características do efeito

Na realidade, os traços do efeito dependem muito do ambiente onde o animal está localizado, visto que eles podem ajustar a intensidade e a cor do brilho conforme suas necessidades espaciais.

Algumas espécies produzem efeitos variados, com particularidades distintas: enquanto algumas apresentam cores azuladas, outras exibem tons esverdeados. Do mesmo modo, as funções dependem da criatura em questão: algumas utilizam suas habilidades para a caça ou atração de presas, enquanto outras focam na defesa.

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*O texto contém informações do portal Catraca Livre

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