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Água mais cara do mundo custa até R$ 400 e é tão pura que pode virar veneno

Conheça a água ultrapura, um componente industrial que custa uma fortuna e não serve para matar a sede

Agência Diário

Publicado em 26/01/2026 às 16:06

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Entenda por que a limpeza extrema pode causar náuseas e fraqueza ao remover sais minerais do seu organismo / Freepik

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O preço de um litro de água pode chegar a 400 reais em contextos específicos de alta tecnologia.

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Esse valor não se refere a uma bebida gourmet, mas a um insumo de laboratório potencialmente perigoso. Embora pareça o ápice da qualidade, essa água ultrapura não deve chegar ao seu copo.

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O consumo de água não tratada causa diarreia e outros problemas gástricos conhecidos pela população.

Entretanto, a versão ultra-purificada age de forma química e molecular contra as próprias células do corpo. O que deveria hidratar acaba removendo o que o organismo tem de mais essencial.

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Um litro de água ultrapura pode custar até R$ 400 devido aos processos avançados de purificação. Pixabay
Um litro de água ultrapura pode custar até R$ 400 devido aos processos avançados de purificação. Pixabay
Essa água é tão pura que não existe na natureza, apenas em ambientes controlados de laboratório. Pixabay
Essa água é tão pura que não existe na natureza, apenas em ambientes controlados de laboratório. Pixabay
Ao ser ingerida, ela pode retirar minerais das células do corpo, causando desequilíbrio eletrolítico. Pixabay
Ao ser ingerida, ela pode retirar minerais das células do corpo, causando desequilíbrio eletrolítico. Pixabay
A água ultrapura é usada na fabricação de chips, medicamentos e esterilização hospitalar, não para consumo humano. Pixabay
A água ultrapura é usada na fabricação de chips, medicamentos e esterilização hospitalar, não para consumo humano. Pixabay

Entenda a química por trás da purificação extrema

A fórmula básica HO está presente em todos os tipos de água que conhecemos hoje.

A diferença crucial reside nos minerais dissolvidos, como cálcio e potássio, que a natureza oferece. Esses íons transformam o líquido em um combustível eficiente para os sistemas nervoso e muscular.

A versão produzida em laboratório passa por processos avançados de osmose reversa para atingir a pureza total. Esse procedimento remove virtualmente cada partícula que não seja a própria molécula de água.

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Como resultado, surge um líquido artificial que não existe em rios, lagos ou fontes naturais.

Os riscos biológicos de consumir um líquido vazio

Por ser uma substância quimicamente “vazia”, esse líquido apresenta uma tendência natural de captar íons ao seu redor.

No corpo humano, ele acaba promovendo a retirada de minerais das células por meio de um processo chamado “lixiviação”. Quando ocorre de forma repetida, esse mecanismo pode causar danos celulares relevantes.

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A ausência prolongada de sais minerais provoca um desequilíbrio eletrolítico que compromete todo o organismo.
O indivíduo pode sofrer com dores de cabeça, náuseas e fadiga muscular intensa.

Beber esse tipo de água ignora uma necessidade biológica básica: a presença de eletrólitos essenciais para a manutenção da vida.

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Onde essa água é aplicada e quanto ela custa

Essa água possui usos extremamente específicos, como na fabricação de chips e componentes eletrônicos de alta precisão.

Além disso, hospitais e indústrias farmacêuticas utilizam o líquido para esterilizar equipamentos e preparar medicamentos complexos. Nesses contextos, a pureza é uma ferramenta técnica, não um item de consumo.

A produção exige máquinas sofisticadas e processos lentos, o que eleva drasticamente o custo final.

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Atualmente, um litro pode ser encontrado por valores que variam entre R$ 85,00 e R$ 400,00. Trata-se de uma tecnologia fascinante, mas que deve permanecer bem longe da cozinha doméstica.

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