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Um estudo de longo prazo revela que exercícios de treinamento cerebral podem diminuir significativamente o risco de Alzheimer. Saiba como funciona
Descubra como o treino de velocidade de processamento e o raciocínio lógico podem proteger sua mente contra a demência e melhorar sua qualidade de vida / Freepik
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Um estudo americano de longo prazo trouxe uma descoberta animadora para a saúde mental. Exercícios de treinamento cerebral podem reduzir em até 25% o risco de desenvolver Alzheimer, mesmo após duas décadas.
Os pesquisadores acompanharam quase 3.000 pessoas, com idades entre 65 e 94 anos. O foco foi entender como estímulos cognitivos específicos impactam a proteção do cérebro e mantêm a independência na velhice.
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Atualmente, o número de diagnósticos de demência cresce em todo o mundo. Por isso, estratégias acessíveis como o treino cognitivo ganham destaque como aliadas para promover um envelhecimento mais saudável.
Os participantes realizaram dez sessões iniciais de treinamento, com duração entre 60 e 75 minutos cada. Além disso, alguns grupos receberam sessões de reforço meses depois para garantir a absorção dos estímulos.
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Segundo Michael Marsiske, coautor do estudo, os benefícios não diminuíram com o tempo. “Não encontramos nenhuma redução significativa nos benefícios do treinamento com o aumento da idade, o que sugere que pode ser iniciado a qualquer momento”.
O grande destaque do estudo foi o treino de velocidade de processamento de informações. Nesse exercício, os voluntários precisavam compreender dados complexos rapidamente, com a atividade se tornando mais difícil conforme o desempenho melhorava.
Além disso, o treino de raciocínio lógico mostrou resultados positivos contra a demência. Os exercícios exigiam a identificação de padrões e sequências em dados visuais, um estímulo que ajuda a criar novas conexões neurais.
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Após cinco anos, os idosos que participaram do estudo relataram mais facilidade em tarefas comuns do dia a dia, como cozinhar e administrar as próprias finanças. O treino cerebral preserva a autonomia, o que é essencial para a qualidade de vida.
Especialistas reforçam, no entanto, que a prevenção envolve um conjunto de hábitos saudáveis. É importante manter uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas e continuar com o estímulo cognitivo como parte de um estilo de vida protetor.
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